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A cidade de São Gotardo (MG), no Alto Paranaíba, dita o ritmo do mercado de alho no Brasil. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam o município como líder nacional do setor, posição conquistada com a colheita de mais de 30 mil toneladas por ano pelos produtores locais. O volume que representa cerca de 25% da oferta brasileira.
As decisões de venda de produtores e cooperativas de São Gotardo influenciam os preços praticados no atacado e repercutem nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, segundo dados da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Essa produção atrai atacadistas e distribuidores de todas as regiões do país e consolida o município como a principal referência para a formação dos preços do alho no mercado brasileiro", afirma o presidente da Associação Mineira dos Produtores de Alho (Amipa), Flávio Márcio da Silva.

Tecnologia e produtividade consolidam liderança de São Gotardo
Em São Gotardo, a cadeia produtiva impulsiona a economia local. A colheita, realizada entre julho e outubro, gera mais de 5 mil empregos diretos e indiretos. Os produtores utilizam sistemas modernos de irrigação e seleção computadorizada dos bulbos, tecnologias que ampliam a produtividade e fortalecem a competitividade do alho brasileiro diante do produto importado.
O ranking nacional de produção com dados do último ano traz, depois de São Gotardo, as cidades de:
- Rio Paranaíba (MG), com cerca de 18 mil toneladas;
- Cristalina (GO), com aproximadamente 16 mil toneladas;
- Cabeceiras (GO), com cerca de 14 mil toneladas;
- Perdizes (MG), com aproximadamente 12 mil toneladas.

Setor do alho emprega mais de 250 mil trabalhadores no Brasil
A liderança de São Gotardo reflete a relevância da cadeia produtiva do alho no Brasil. O setor emprega mais de 250 mil trabalhadores, reúne milhares de pequenos agricultores e ocupa cerca de 16 mil hectares.
A produção concentra-se em Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia, Piauí, Espírito Santo e no Distrito Federal. Além de abastecer o mercado interno, a cultura gera renda no campo e reduz a dependência das importações.
“O alho é a principal fonte complementar de renda de milhares de pequenos agricultores brasileiros. Trata-se de uma cultura que movimenta mais de R$ 6 bilhões, gera empregos, sustenta famílias no campo e mantém economias locais ativas”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), Rafael Corsino.
A produção brasileira alcançou cerca de 170 mil toneladas em 2025, segundo dados da Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse volume abasteceu aproximadamente metade do consumo nacional. O restante da demanda veio de importações, principalmente da Argentina e da China.







