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As filmagens de “Tubarão” renderiam um filme à parte. Na contramão dos expoentes da Nova Hollywood, que apostavam em narrativas urbanas, focadas no ser humano, o jovem Steven Spielberg decidiu adaptar a história em que um tubarão atacava uma cidade de veraneio, causando pânico e mortes. Para dar mais realismo às cenas, Spielberg rechaçou as filmagens em tanques e fez questão de levar a equipe para o mar. Os tubarões mecânicos criados para o filme foram uma lástima, causando efeitos risíveis. Contratempos que fizeram com que dos 50 dias previstos, as filmagens durassem mais de cinco meses. O orçamento, que seria de US$ 10 milhões, teve um aumento de 300%. O temor de um fracasso era tão grande quanto o dos personagens do filme de serem abocanhados por um tubarão.

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Mas de presa, Spielberg virou o predador. O sucesso na estreia levou os estúdios Universal a apostarem em uma nova tática: publicidade massiva na tevê e lançamento simultâneo na maior quantidade de cinemas possível. “Ainda que esteja dentro de um conceito que começava a acontecer com mais frequência, ele mudou o conceito de exploração de um filme”, diz o crítico Sergio Alpendre, pesquisador do cinema americano da década de 70. Em resumo, nascia ali o primeiro blockbuster da história.

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