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Estante

Confira a seguir um ranking com os livros sobre futebol consultados pela reportagem, oferecendo uma seleção do que há de melhor nas livrarias.

Almanaque dos Mundiais

Max Gehringer. Globo, 440 págs., R$ 54,90.

Perfeito para quem gosta de ler. Tem uma diagramação sóbria, dispensa fotos e trabalha bem as informações, criando quadros para o essencial e deixando o texto ser mais analítico. O autor aborda os jogos mais importantes e escreve com bom-humor e objetividade.

Futebol 10

M.Cloake, G. Dakin, A. Powley, A. Radnedge e C. Saunders. Trad. de Ivo Korytowski. Arx, 152 págs., R$ 49,90.

Com uma quantidade abissal de dados divididos em quadros, acompanhados de fotos, escudos e estatísticas, a obra é uma boa companheira para quem não é muito familiarizado com o assunto. Embora não se concentre na Copa, dá uma ideia de por que o esporte é o mais popular do planeta.

A História da Copa do Mundo

David Hein (ed.). Girassol, 164 págs., R$ 94.

O livro-presente tem um formato redondo que imita uma bola de futebol. A capa é de borracha e vem com um pequeno estofamento. O título é autoexplicativo, mas tem capítulos que devem gerar discussões, como o de craques de cada Copa.

As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos

Mauro Beting. Contexto, 240 págs., R$ 33.

O jornalista aponta as sete melhores seleções estrangeiras de todas as copas. Curioso? Então lá vai: Hungria (1954), Inglaterra (1966), Holanda (1974), Alemanha (1974), Itália (1982), Argentina (1986) e França (1998).

A História das Camisas de Todos os Jogos das Copas do Mundo

P. Gini e R. Rodrigues. Panda Books, 160 págs., R$ 45,90.

Com desenhos estilizados, relacionam 790 camisas de 78 seleções em 18 copas. Para iniciados.

Os 55 Maiores Jogos das Copas do Mundo

Paulo Vinicius Coelho. Panda Books, 248 págs., R$ 29,90.

PVC faz um compêndio envolvente dos jogos que considera os mais marcantes da história das copas, incluindo o maior placar e a maior rivalidade.

A competição começa só na sexta-feira, mas a Copa do Mundo se espalhou por tudo. Das bandeiras nas janelas à programação da tevê, passando pelas páginas de jornais e revistas, ela está pautando as conversas de todo mundo. O mercado editorial segue o embalo e, além de lançar títulos novos, desencava outros do catálogo, enquanto as lojas criam expositores e vitrines com as cores verde e amarelo.

Se entrar numa livraria em busca de títulos sobre futebol, as opções são muitas. Há, por exemplo, os jogadores que escrevem sobre a experiência de dedicar a vida ao esporte mais conhecido do mundo –Pelé (Por Amor ao Futebol) e Junior (Minha Paixão pelo Futebol), pela Companhia das Letras e pela Rocco, respectivamente. O livro de Pelé é de uma simplicidade evidente. Embora seja ilustrado com talento, o texto é básico, falando da vocação que o jogador descobriu na infância e destacando que é mais importante competir do que vencer.

Fazendo um recorte mais específico, para pegar apenas os livros sobre a Copa do Mundo, ainda assim a quantidade de opções é impressionante. As obras que dominam esse subgênero das publicações esportivas, na maioria, oferecem listas. É o caso de Os 55 Maiores Jogos das Copas do Mundo, de Paulo Vinicius Coelho, um dos jornalistas esportivos mais respeitados do país.

PVC, como é conhecido, abre o volume explicando que há jogos descritos de modos diversos por países diferentes. Cita o exemplo de um lance corriqueiro para os brasileiros que virou um golpe baixo no orgulho dos argentinos. O episódio se refere a um lance de 1945 entre o zagueiro Battagliero e o brasileiro Ademir, que nada tem a ver com Copas.

Depois de usar o argumento apaziguador de todo-mundo-tem-sua-lista-de-melhores-jogos, PVC destrincha seu conhecimento futebolístico num texto para lá de agradável. Na opinião dele, o maior jogo de todas as Copas foi Itália 4 x 3 Alemanha, uma semifinal disputada no México, em 1970.

Para iniciados, Paulo Gini e Rodolfo Rodrigues fizeram um bom trabalho de pesquisa sobre os uniformes e o resultado aparece em A História das Camisas de Todos os Jogos das Copas do Mundo (Panda Books). Seria perfeito se houvesse fotos, mas os autores optaram por usar desenhos estilizados para caracterizar 790 camisas de 78 seleções em 18 mundiais.

O jornalista Mauro Beting, comentarista da Bandeirantes e do jornal Lance!, escreveu sobre As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos (Contexto). Em esquema semelhante ao de PVC, Beting admite que resolveu abordar um "assunto para a vida toda", além de admitir as impossibilidades de se comparar períodos distintos do futebol. "A bola que voa em 2010 é outra pelota, se comparada a que rolava em 1970. Piorou? Melhorou? Mudou. Como a vida. Como o mundo", escreve no texto que "abre o jogo".

Para se safar de um ranking que relacionasse os sete times escolhidos em posições, tendo de apontar qual deles seria o primeiro, Beting admite ficar em cima do muro "em paz com a consciência". E organiza as seleções cronologicamente, partindo da Hungria de 1954 para chegar à França de 1998.

Além das listas, a Copa do Mundo inspira volumes sobre sua história e sobre a história do futebol. A editora Girassol publicou um livro redondo com uma capa estofada que imita uma bola para contar A História da Copa do Mundo. Trata-se de um daqueles títulos que se assemelham a um almanaque, organizando uma quantidade grande de informações com muitas imagens, números e diagramação atraente.

As seções trazem os "Grandes Craques", de Guillermo Stábile (no Uruguai, em 1930) até Lionel Messi (Alemanha, 2006). Ela pode ser considerada uma obra "controversa", afinal, aponta como craques alguns jogadores que nem sequer chegaram à final – caso do argentino Messi.

Na mesma linha histórica, a Arx lança Futebol 10, escrito a dez mãos, explicando os fundamentos do esporte e o futebol no mundo. Não fala especificamente da Copa, mas ajuda a entender por que ela mobiliza o planeta. É um livro de leitura compulsiva, um quadro levando a outro, fotos atraentes, fichas técnicas objetivas. Pode ser encarado como um manual de iniciação para quem não é tão familiarizado com o esporte. A capa imita uma camisa 10 e é feita de tecido, com gola e tudo.

Para editora Globo, Max Gehringer, comentarista da rádio CBN e da TV Globo, escreveu o Almanaque dos Mundiais. Dife­­ren­­temente dos livros cheios de cores, luzes e sons para envolver até o leitor mais indiferente, o volume de Gehringer se destaca pela sobriedade da diagramação. Não existem fotografias, mas elas não fazem falta. Pequenos quadros com resultados e informações importantes pontuam as páginas divididas em duas colunas.

O autor conta que organizou o livro a partir da coleção de revistas que herdou do pai aos 15 anos de idade – coleção que incrementou ao longo dos anos. Os capítulos foram batizados pelos anos dos mundiais e são acompanhados por um subtítulo cirúrgico e bem-humorado. Em 1966: "A única Copa que foi decidida por um bandeirinha"; 1982: "A arte perde para a eficiência"; e 2006: "Ter os melhores jogadores é ótimo, mas não é tudo".

Gehringer comenta os estádios, dá uma ideia do que se passava no mundo futebolístico da época, oferece quadros com os dados do jogo e então parte para os comentários, selecionando as partidas mais importantes de cada Copa.

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