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Aventura

A segurança mundial em xeque

O Ataque é mais uma produção que aposta em questionar a segurança interna dos EUA

John Cale (Channing Tatum, à dir.) precisa proteger o presidente dos EUA (Jamie Foxx) de terroristas | Divulgação
John Cale (Channing Tatum, à dir.) precisa proteger o presidente dos EUA (Jamie Foxx) de terroristas (Foto: Divulgação)

A Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, já foi atacada e destruídas em inúmeros filmes produzidos por Hollywood. O Ataque é mais uma produção que aposta em colocar a segurança interna da maior potencial mundial em xeque, para – depois de muitos tiros, explosões e brigas, que fazem Washington virar um inferno na Terra – um final edificante mostrar que a Cidade Dourada no alto da colina, como os norte-americanos gostam de imaginar o país perante o mundo, sobrevive e se reergue (veja o serviço completo no Guia Gazeta do Povo).

O Ataque, que estreia hoje nos cinemas, é um bom filme. Tem seus deslizes e algumas cenas de patriotada que os norte-americanos tanto adoram, mas consegue ser uma boa aventura. No longa-metragem dirigido pelo alemão Roland Emmerich – que já tinha vislumbrado um ataque à Casa Branca em Independence Day –, John Cale (Channing Tatum, de G.I. Joe – A Origem de Cobra), faz o papel de um segurança do presidente da Câmara dos Representantes dos EUA. Para reconquistar a admiração da filha, Emily (Joey King), ele sonha em se tornar um segurança do presidente norte-americano, interpretado por Jamie Foxx.

John Cale consegue uma entrevista para a vaga e passes para uma visita com a filha à sede do governo dos EUA. O segurança não consegue a vaga, mas a ação terrorista contra a Casa Branca vai permitir que ele mostre o seu valor, e claro, salve a América. Hollywood adora mostrar que desajustados e perdedores sempre podem, mesmo contra todos os prognósticos desfavoráveis, vencer e experimentar o american way of life.

Coadjuvantes

O Ataque não deixa de ser um panfleto contra a indústria bélica e ao lucro obtido com os vários conflitos armados pelo mundo. Pena que a forma de criticar a influência política dessas empresas serviu-se igualmente de muitos tiros e bombas.

Outra fragilidade do filme é a atuação caricata dos veteranos James Woods (Martin Walker, assessor do presidente norte-americano) e Richard Jenkins (o presidente da Câmara dos Representantes). GG1/2

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