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Nós transformam o pedaço de tecido em um contorcionista, em O Circo dos Objetos | Divulgação/ Su Stathopoulos
Nós transformam o pedaço de tecido em um contorcionista, em O Circo dos Objetos| Foto: Divulgação/ Su Stathopoulos

Mãos e objetos estão a postos para entreter o público de todas as idades neste fim de semana, com a apresentação de três peças que se valem de diferentes técnicas da animação, em dois espaços da cidade.

No Teatro da Caixa, a Cia. Mariza Basso Teatro de Formas Animadas encena O Circo dos Objetos, espetáculo que fundou o grupo em 2004 e já participou de festivais em Portugal e na Colômbia.

Os manipuladores Reinaldo Fusco e Mariza Basso transformam objetos comuns de limpeza, como baldes, vassouras, desentupidores e espanadores, em personagens de uma trama sobre um garoto que estava a brincar com sua bola e seu cachorro, até que vê o circo chegar trazendo vendedores de pipoca e algodão-doce.

A ação, desprovida de texto, acontece então dividida em quadros circenses, até que chegue o momento da despedida, para que o circo possa partir.

Uma preocupação da companhia é trabalhar com os objetos domésticos sem alterar suas características originais – ou seja, nada de adicionar olhinhos ou bracinhos para conseguir uma personificação fácil.

"A diferença é justamente esse trabalho com o surreal. A criança não precisa ter tudo mastigadinho, sua capacidade de entendimento costuma ser subestimada. E o adulto se encanta pela criatividade da concepção dos bonecos, a graça dos números circenses e o aspecto visual, a plasticidade do espetáculo", diz Mariza.

Katiane Negrão e Dico Ferreira participaram da primeira apresentação de O Circo de Objetos em Portugal e colaboraram na adaptação de algumas cenas. Os dois manipuladores fazem parte da companhia Tato Criação Cênica, responsável pelos outros espetáculos de animação em cartaz na cidade: o infantil E Se..., no qual tratam dos diversos caminhos que a vida oferece e das conseqüências das ações escolhidas, e o adulto Tropeços, em que retratam a velhice e sua rotina de solidão, ambos no Mini-Guíra.

A técnica em questão, nessas duas montagens, é a utilização das mãos como personagens, ocasionalmente recorrendo a adereços, como a pá empunhada pela mão-caipira ou a vassoura da mão-gari. Sem texto, são os grammelot, sons vocais, onomatopéicos, que dão a intenção das falas dos personagens.

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