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Teatro

As luzes de neon vão brilhar

O musical Xanadu, sucesso na Broadway e baseado em um filme dos anos 80, estreia amanhã no Teatro Positivo, com Danielle Winits e Miguel Falabella, também diretor do espetáculo, à frente do elenco

  • PorPaulo Camargo
  • 23/05/2012 21:01
Danilo Timm, Danielle Winits e Miguel Falabella encabeçam o elenco do musical Xanadu | Robert Schwenck/Divulgação
Danilo Timm, Danielle Winits e Miguel Falabella encabeçam o elenco do musical Xanadu| Foto: Robert Schwenck/Divulgação

Besteirol importado de Hollywood

Leia a entrevista completa com Miguel Falabella, diretor geral e artístico de Xanadu

Musical - Xanadu

Teatro Positivo – Grande Auditório (R. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300), (41) 3315-0808.

Dia 25, às 21 horas; dia 26, às 21h30; e dia 27, às 19 horas. Ingressos a R$ 185 (plateia inferior, filas 1 a 15), R$ 165 (plateia superior central, filas 16 a 28) e R$ 135 (plateia superior lateral, filas 16 a 28).

Meia-entrada para estudantes, pessoas com mais de 60 anos, professores, doadores de sangue e portadores de necessidades especiais. Titulares do Cartão Fidelidade Disk Ingressos e associados do programa de benefícios Teatro Positivo possuem 20% de desconto na compra de até dois bilhetes por titular. Classificação indicativa: livre.

Quando estreou nos cinemas, em 1980, o musical Xanadu, de Robert Greenwald, foi enxovalhado pela crítica. Sua trama, inspirada livremente no filme Quando os Deuses Amam (1947), com Rita Hayworth, ressurgiu sobre patins de quatro rodas, muito neon e laquê, embalada por uma trilha sonora que misturava o pop romântico da australiana Olivia Newton-John, que vinha do estrondoso sucesso de Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1979) e do rock eletrônico da banda britânica Electric Light Orchestra. Não fez grande sucesso de bilheteria, a trilha sonora vendeu bem, com vários singles nas paradas, mas ninguém esperava que o tempo transformaria esse pacote, algo indigesto, em um produto cultural cult que sobreviveria ao passar das décadas.

Não é de espantar, portanto, que a peça de teatro inspirada por Xanadu, cuja versão brasileira estreia amanhã no Teatro Positivo, tenha sido sucesso de bilheteria em Nova York (veja o serviço completo do espetáculo no Guia Gazeta do Povo). Surpreendente, todavia, foi a aprovação quase unânime dos críticos. Essa boa repercussão acabou rendendo ao espetáculo quatro indicações ao Tony, o Oscar da Broadway, e um Desk Award.

O segredo desse sucesso todo, como diz o diretor Miguel Falabella, pode estar tanto na nostalgia presente na estética kitsch e excessiva do filme e da peça, quanto no fato de a adaptação teatral debochar – "e muito" – da obra cinematográfica que lhe deu origem. "É um grande e delicioso besteirol", reconhece Falabella, que também está no elenco.

O jornalista e escritor Artur Xexéo, que fez a tradução do texto e a versão das letras das canções da trilha, teve papel fundamental para que esse humor não caísse no chulo e no vazio, permeando o material com duplos sentidos que transbordam safadezas picarescas cariocas.

Mitologia

Com libreto de Douglas Carter e música de Jeff Lyne e John Farrar, que já assinavam as canções do longa-metragem de Greenwald, Xanadu mistura mitologia grega e cultura pop para contar a história de amor entre a semideusa (ou musa) Clio (Danielle Winits), que desce à Terra para ajudar Sonny Malone (Danilo Timm), um artista incompreendido que perdeu a inspiração para criar, a abrir uma casa noturna diferente: uma discoteca, com palco para shows e pista de patinação.

Só que, em vez de se passar em Los Angeles, como o filme, a história foi transposta para o Rio de Janeiro, com direito a generosas doses de humor carioca apimentado e em sintonia com o paladar dos fãs do teatro besteirol, cujo vocabulário Falabella domina como poucos no país. Timm assumiu o papel de Sonny, vivido no filme por Michael Beck (de Warriors – Os Guerreiros da Noite) e que, na temporada carioca, era do ator global Thiago Fragoso. Ele foi substituído depois de sofrer uma grave queda, em uma cena em que voava com Danielle, suspenso por cabos, sobre a plateia do Teatro Oi Casagrande, no bairro do Leblon. Por via das dúvidas, esse momento da peça foi suprimido da atual versão que viaja pelo Brasil.

Falabella, por sua vez, vive dois personagens: Danny McGuire, que no filme foi interpretado pelo grande Gene Kelly (de Cantando na Chuva), e Zeus, deus maior do Monte Olimpo. Duas atrizes com trajetórias de respeito em musicais também encabeçam a escalação: Sabrina Korgut (Calíope/Afrodite) e Gottsha (Melpômene/Medusa). Completam o elenco Maurício Xavier, Brenda Nadler, Karin Hils, Fabrício Negri, Lucas Drummond, Giovanna Cur­sino e Carla Vazquez.

A direção musical e vocal é de Carlos Bauzys, que comanda um sexteto formado por Daniel Rocha (regência, guitarra e violão), Bernardo Ramos (guitarra e violão), Priscilla Azevedo e Heberth Souza (teclado), Raul D’Oliveira (baixo) e Rafael Maia (bateria), com o intuito de reproduzir com exatidão a sonoridade encorpada e dançante dos temas criados por Farrar e Lynne.

A direção de arte, assinada por Nello Marrese, tem como cenário-base uma pista de skate e patinação de Los Angeles, recorrendo também à estética dos grandes grafiteiros californianos. Fernanda Chamma recriou as coreografias originais, muitas envolvendo acrobacias com patins de quatro rodas. Marcelo Pies assina os figurinos exuberantes, cheios de cor e brilho, bem ao estilo dos anos 80.

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