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Obra do canadense Jean-Yves Vigneau, na Ópera de Arame: água como tema, em coesão com a proposta da bienal |
Obra do canadense Jean-Yves Vigneau, na Ópera de Arame: água como tema, em coesão com a proposta da bienal| Foto:

Agenda

Aproveite o feriadão para percorrer os espaços onde ainda há obras da 5ª Bienal da VentoSul. Confira algumas sugestões:

- O Museu Alfredo Andersen mantém a programação da bienal até o dia 25. Estão ali uma instalação do paranaense Luiz Carlos Brugnera, aquarelas do dinamarquês Jens Birkemose e fotografias do norueguês Dag Alveng.

- O Solar do Barão exibe obras de 22 artistas, entre eles, a paranaense Bernadete Amorim, os videoartistas Cabello & Carceller e o norte-americano Bruce Nauman, o gravurista Maikel da Maia e o escultor inglês Tony Cragg.

- O Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná (Musa) expõe trabalhos de quatro artistas: o alemão Benjamin Wild, a mexicana Irene Dubrovskim, o paulista Luiz Hermano e a etíope Sheba Chhachhi.

- O Memorial de Curitiba reúne obras de 11 participantes, com destaque para a performance de Marina Abramovic e a intervenção do interluxartelivre.

*A exposição no Museu de Arte do Paraná (MAC) já foi encerrada.

  • Sala de aula flutuante do artista cubano Kcho é destaque no Solar do Barão

Chega ao fim amanhã a 5.ª Bienal VentoSul, que espalhou obras de mais de cem artistas de 30 países em diversos espaços da cidade. Ao longo de dois meses houve performances e intervenções nas ruas e exposições no Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná (Musa), Museu de Arte Con­­tem­­po­­rânea do Paraná (MAC), Memorial de Curitiba e Solar do Barão. "Es­­pero que, na próxima edição, a gente possa ocupar o Museu Oscar Niemeyer", diz a paulista Leonor Amarante, uma das curadoras desta edição.

Ela justifica a ausência de obras da bienal no maior museu de arte do estado por falta de tempo hábil para incluir o evento na agenda da instituição. "Espaços como esse exigem que o pedido seja feito com muita antecedência, pois têm exposições marcadas, muitas vezes, para daqui há dois anos." Mas informa que os primeiros passos em direção à edição de 2011 começam a ser dados já na semana que vem, durante uma reunião de avaliação desta edição.

E, afinal, como a curadoria avalia esta edição? Por ser uma bienal sem sede própria, espalhada pela cidade, Leonor considera difícil dar um veredito. Mas considera que nem a gripe suína, que no início causou o adiamento de alguns eventos e a baixa visitação do público, prejudicou a repercussão positiva do evento. "Aqui em São Paulo ouvi elogios de galeristas e diretores de museus. E, nas vezes em que estive em Curitiba, senti que houve uma resposta da cidade. Já na montagem tinha gente que passava e queria saber o que estava acontecendo, e vi muitas dessas pessoas na abertura das exposições", conta.

Abertura

Esta foi a primeira edição em que a bienal, antes ibero-americana, recebeu obras de países de todos os continentes. "Essa abertura para o mundo é extremamente positiva, afinal, vivemos em um mundo globalizado. É um segmento diferente de outras bienais da América do Sul, que são somente ibero-americanas", diz Leonor.

Para a curadora, essa internacionalização permitiu reunir artistas de renome nacional como os norte-americanos Gary Hill e Bruce Nauman, "dois ícones da videoarte do século 21", que, juntamente com a performer sérvia Marina Abramovic, podem ser vistos no Memorial da Cidade, um dos espaços de mais destaque da bienal.

A curadora menciona ainda a obra do canadense Jean-Yves Vigneau, feita em pleno lago da Ópera de Arame. "Foi uma artista que, por causa dessa urgência de hoje em relação à água, teve uma receptividade grande", diz a curadora. O tema da edição deste ano foi Água Grande: Os Mapas Alte­­rados, que remete à importância de discutir a racionalização do líquido vital. O cubano Kcho, cuja obra foi montada no Solar do Barão, também reflete sobre a questão ao criar uma sala escolar com carteiras, cadeiras, mesas e vasos com pés muito compridos em formato de remos.

"Mas esta não é uma bienal só de grandes estrelas, é também de risco, apostamos em jovens. Fizemos a montagem por analogia de linguagem, portanto, todos os artistas dividiram mesmo espaços." No Me­­morial de Curitiba, por exemplo, está a instalação escultórica "Grade sobre Grade", do coletivo curitibano interluxartelivre, uma espécie de gaiola de arame que dialoga com outra peça semelhante em forma de espiral instalada na rua, em frente ao Passeio Público.

A bienal chega ao fim, mas deixa frutos. Um dos primeiros beneficia o interluxartelivre e a artista plástica Juliana Stein, que teve obras na bienal expostas no MAC. Eles preparam as malas para uma viagem à Espanha, em 2010, onde farão exposições a convite do crítico espanhol e membro do conselho consultivo da Bienal, Fernando Castro Flórez.

"Qual o rastro que esta bienal deixa para a cidade? Penso que ela vai ampliar o circuito de arte, a estrutura dos museus e outros centros de arte. Vão haver mais galerias, mais colecionadores, mais produtores, gente que pode vir a trabalhar nesta bienal e, mais tarde, em outras, até internacionais. Bienal é arte em progresso, não é algo burocrático", diz Leonor.

Serviço

5ª Bienal VentoSul. Para saber endereços, datas e horários, acesse o site www.bienalventosul.com.br. Até 11 de outubro.

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