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Carreira da atriz – que soma 37 anos – foi bastante influenciada pela dança e expressão corporal | Silvia Machado/Divulgação
Carreira da atriz – que soma 37 anos – foi bastante influenciada pela dança e expressão corporal| Foto: Silvia Machado/Divulgação

Serviço

Teu Corpo É Meu Texto

Teatro Guaíra (Pça. Santos Andrade, s/nº), (41) 3304-7900. Dias 12 e 13 de março às 20h30. R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada).

Christiane Torloni se apresenta em Curitiba nessa terça e quarta-feira, com seu espetáculo Teu Corpo É Meu Texto. O balé, com direção de José Possi Neto, traz 20 integrantes do Studio3 Cia. de Dança e da Cia. Sociedade Masculina, que orbitam ao redor da deusa – o personagem interpretado pela atriz é uma divindade que desperta os homens de seu sono, inspirada nas mitologias hindu e do candomblé africano.

ÁUDIO: Ouça um trecho da conversa com Christiane Torloni

Enquanto movem-se pelo palco, a voz de Christiane ecoa nos alto-falantes, com textos do dramaturgo paulista Eduardo Ruiz e potência inconfundível.

"O grande salto neste trabalho é que pela primeira vez levo o teatro para a dança", contou a atriz, que conversou com a reportagem. "Normalmente trazíamos a dança para o teatro, ela era um universo de movimentação em cena."

Em sua carreira, que já soma 37 anos, a artista fez parcerias recorrentes com Possi Neto, com cujos trabalhos veio a Curitiba várias vezes (Salomé, Joana D´Arc, o monólogo Mulheres por um Fio e A Loba de Ray-ban).

Dessa vez, a coreografia de Anselmo Zolla pedia por interpretação de ator. "Vimos a necessidade de verbalizar muitas ações coreográficas em textos sobre a criação e evolução do homem, e então convidamos Christiane", explicou o artista à Gazeta do Povo.

Ao longo das quatro partes que compõem o espetáculo, seres amorfos ganham existência repleta de vida por meio do poder da arte; em seguida, são perpassados pelo poder do feminino, da paixão, do medo e do amor. Na segunda parte, a dramaturgia destaca o elo entre homem e mulher, e aí entram os boleros. "Tem maneira mais declarada de ser apaixonado?", questiona Zolla.

Por fim, o espetáculo homenageia grandes artistas do século 20, como Maurice Ravel, cujo "Bolero" encerra o show e coreógrafos como Vaslav Nikinski (de A Sagração da Primavera) e Maurice Béjart.

Encenação

O cenário da peça é inspirado no universo do pintor holandês Hieronymus Bosch, em que se destaca o clima noturno. A trilha sonora, a cargo de Felipe Venâncio, passeia pelo clássico e o contemporâneo usando mestres como Bach, Pergolesi, Tchaikovsky, Stravinsky e Pink Martini.

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