Barracas de fãs acampados perto da Pedreira há mais de um mês. | Antônio More/Gazeta do Povo
Barracas de fãs acampados perto da Pedreira há mais de um mês.| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Uma mão no celular e outra na lona da barraca. No momento em que a reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com Camila Prohmann, 19, no último domingo (27), a chuva caia torrencialmente na capital paranaense. Mesmo assim, a jovem fazia questão de continuar na fila do show de Katy Perry. “Talvez este momento, no meio dessa chuva e desse vento, seja um dos momentos mais tensos das últimas semanas”, conta, em meio a risos nervosos.

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“Vai ser uma oportunidade única de ver ela de tão perto, é realmente uma loucura de adolescente”, acredita Vinícius Ferreira, 17, que divide seu tempo entre a escola, o cursinho e noites mal dormidas em frente à Pedreira desde o dia 4 de setembro – quando ele e seu grupo viram nas redes sociais a formação da fila em São Paulo.

Com revezamento para dormir no local, os jovens encararam de tudo. “Além dos xingamentos de ‘desocupados’, chegaram até a atirar bombinhas em um domingo cedo em nossas barracas”, lembra Vinícius. A falta de policiamento, nos primeiros dias, também preocupava o grupo. “Nosso maior medo, mesmo assim, sempre é a lona voar no meio da tempestade”, garante Camila.

Entre as expectativas para recompensar tanto esforço, é que algum deles seja chamado para conhecer a artista. “O pessoal da produção local nos mostrou toda a estrutura e a gente espera, que com as fantasias, consiga ser chamado”, torce Vinicius.

O acampamento, na verdade, tem um tom de agradecimento para Camila. “Ela surgiu em um momento difícil da minha vida, em que tive muitos problemas para me aceitar. Quero estar perto dela neste momento para sentir essa energia tão boa de suas músicas e agradecer”.

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