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Comédias ganham destaque no Festival Varilux

Maior evento de cinema francês no Brasil começa nesta quinta-feira (18) exibindo 16 filmes

  • rio de janeiro
  • Angieli Maros
Cena de “Beijei uma Garota”, sobre um rapaz gay que se descobre interessado em uma mulher, | David Koskas/Divulgação
Cena de “Beijei uma Garota”, sobre um rapaz gay que se descobre interessado em uma mulher, David Koskas/Divulgação
 
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Os dramas barras-pesadas do cinema francês não estão mais sozinhos. Com igual potência e qualidade, as comédias produzidas na terra de Gérard Depardieu conquistaram o público e ganharam seu lugar ao sol, com direito a destaque no Festival Varilux de Cinema Francês deste ano, que começa na próxima quinta-feira (18), em Curitiba.

Dos 16 longas-metragens que serão exibidos até o dia 24 de junho, seis deles são para fazer rir (outros sete são de gênero cômico, mas misto). Entre eles, a dupla gaulesa mais engraçada dos quadrinhos, Asterix e Obelix, em Asterix e o Domínio dos Deuses, e os filmes “mais adultos” Papa ou Maman e Sobre Amigos, Amor e Vinho.

Mas, embora divertidas, muitas das comédias dessa edição do Varilux também têm seu papel crítico. Que Mal Eu Fiz a Deus?, maior sucesso de público da França no ano passado – com um alcance de 12 milhões de espectadores –, insinua de forma burlesca a prevalência do conservadorismo religioso na França bem como o preconceito racial.

No centro da história, o casal católico Verneuil – brilhantemente interpretado por Christian Clavier e Chantal Lauby – têm de aprender a aceitar genros de nacionalidades e religiões diferentes, mas encaram como um desafio maior assentir o casamento da filha mais nova com um homem negro.

Tão delicadamente sagaz é Beijei uma Garota, cujo personagem principal é do ator Pio Marmai, um dos artistas mais requisitados da França. Nesta comédia, Jéremie, que está de casamento marcado com outro homem, vê sua vida balançar após conhecer uma adorável garota sueca.

A produção, segundo Marmai, teve “sucesso relativo” na França, desempenho que o ator justifica por causa do próprio reacionarismo francês.

“É interessante ver que [o filme] teve sucesso só nas grandes cidades. Fora das grandes cidades, não teve sucesso. Isso mostra que a sexualidade ainda é uma questão sensível e problemática na França”, diz o ator.

Mulheres

Em seu primeiro filme como diretora, a atriz Audrey Dana decidiu bater de frente com o tratamento dos personagens femininos do cinema com O Que as Mulheres Querem. Na ideia de desmistificar a meiguice feminina, ela propõe ao espectador acompanhar as histórias amorosas de 11 mulheres diferentes, que, entre idas e vindas descobrem novas maneiras de serem felizes.

“Eu me dei conta de que a maioria das comédias são lideradas por homens e, quando nós temos mulheres nesses filmes, elas são sempre ou doces ou malvadas. Mas as mulheres são muito mais complexas, muito mais interessantes do que isso”, argumenta a diretora, que gostou do trabalho e adiantou já estar fazendo uma nova produção sobre o tema, no longa inicialmente intitulado de If I Were A Man (“Se Eu Fosse Um Homem”).

“Os homens estão sempre tentando nos colocar para trás dizendo que, em alguns casos, as mulheres tentam ser como eles. É uma grande mentira”, explica. O filme deve estrear em 2016 na França.

*A jornalista viajou a convite do Festival Varilux de Cinema Francês.

Veja os trailers dos filmes mais empolgantes do festival:

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