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“O Último Metrô”, de François Truffaut, em sessão do Espaço Itaú. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
“O Último Metrô”, de François Truffaut, em sessão do Espaço Itaú.| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A programação equilibrada entre grandes lançamentos e o circuito de filmes “alternativos” (fora do entretenimento adolescente), além da localização e do conforto fizeram com que as cinco salas do Espaço Itaú de Cinema, no Shopping Crystal, fossem citadas como as mais queridas por cinéfilos em uma enquete promovida pela Gazeta.

A pergunta foi respondida por pessoas de gerações diferentes, ligadas ao cinema em Curitiba de formas diferentes: os cineastas Aly Muritiba, Fernando Severo e Geraldo Pioli, os produtores Diana Moro e Antônio Júnior e o crítico de cinema Paulo Camargo, além de nove jornalistas da equipe do “Caderno G”.

A segunda sala mais citada foi a quarentona Cinemateca de Curitiba, último cinema de rua do centro da cidade. Também foram lembradas outras salas como as do Cineplex Batel, a sala 4DX do Cinépolis, o Cinemark Shopping Mueller e o Cineplus Jardim das Américas.

Cinemateca cativa com “aura cinéfila”

O último cinema de rua de Curitiba, a Cinemateca foi a segunda sala mais citada na enquete feita pela Gazeta.

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“[O Espaço Itaú] é a rede em Curitiba que ainda me instiga a ir ao cinema, pois consegue exibir filmes um pouco diferentes do que as outras redes e dá mais espaço para filmes brasileiros também”, explica o produtor e cineasta Antônio Junior.

Para o crítico Paulo Camargo, pesa a “qualidade da programação, que abre espaço para distribuidoras menores e títulos menos comerciais, exibindo o que não consegue espaço em outros cinemas de shopping”.

Neste ponto, o Espaço Itaú se assemelha ao vizinho Cineplex Batel, que fica dentro do Shopping Novo Batel, com proposta de programação parecida. Os dois complexos, aliás, são “falsos” cinemas de shopping, pois ficam em áreas de grande circulação de pedestres com acesso fácil às salas – não é preciso circular muito pelo shopping para chegar à bilheteria.

Citada como principal qualidade do Espaço Itaú, a escolha dos filmes das salas é comandada pelo diretor de programação Adhemar Oliveira. Ele explica que a diretriz é a “mistura”. “Não podemos abrir mão de nada, nem do blockbuster nem dos nichos em que somos um dos poucos a apostar, como o documentário, o cinema nacional independente, o filme clássico”, explica.

Responsável pela programação de todas as unidades do Espaço Itaú que também funciona em Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, Oliveira conta que mantém diálogo com a equipe local para adequar a programação aos “costumes” do público curitibano. “A programação do cinema é como um namoro”, diz Adhemar Oliveira, diretor do Espaço Itaú. “Você não obriga ninguém a te amar. Mas tenta cativar dando às pessoas aquilo de que elas gostam e o que querem, mas também provocando, mostrando possibilidades novas.”

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Qual é o melhor cinema de curitiba?

Veja o que disseram os profissionais ouvidos pela reportagem da Gazeta do Povo :

Espaço Itaú

Paulo Camargo, jornalista, professor e crítico de cinema.

“O que pesa [na minha escolha] é a qualidade da programação, que consegue um certo equilíbrio entre grandes lançamentos e filmes menos comerciais, exibindo o que não consegue espaço em outros cinemas de shopping. Também gosto da programação do Cineplex Batel, que abre espaço para distribuidoras menores e títulos menos comerciais”.

Espaço Itaú

Antônio Júnior, cineasta, produtor e diretor do festival Olhar de Cinema.

“O Espaço Itaú, dentro do Shopping Crystal, é a rede em Curitiba que ainda me instiga a ir ao cinema. Exibe filmes um pouco diferentes das outras redes de cinema e dá mais espaço para filmes brasileiros também. As salas não são imensas e isso me dá uma sensação de ser mais aconchegante ver um filme nesse cinema.”

Cineplus, Jardim das Américas

Diana Moro, produtora.

“ Sou fã da história de empreendedorismo do proprietário do Cineplus Jardim das Américas. Aprendi a frequentar cinemas nas matinês do então Cine Ribalta. As lembranças afetivas que carrego das salas de exibição, estão ligadas às salas de rua. Hoje, na era que costumo chamar de ‘cinema fast food’, também tenho um carinho especial pelas salas do Espaço Itaú.”

Espaço Itaú, sala 3

Aly Muritiba, cineasta premiado como melhor diretor no Festival de Brasília 2015 pelo filme “Para Minha Amada Morta”. Ele foi o único a escolher uma sala específica dentro do Espaço Itaú, por motivos pessoais.

“Minha sala favorita na cidade é a sala 3 do Espaço Itaú de Cinema. Foi lá que fizemos a primeira sessão do Olhar de Cinema em 2012. E lá nos mantemos até hoje.”

Cinemateca de Curitiba

Geraldo Pioli, cineasta, diretor do filme “Aldeia”.

“Minhas salas preferidas infelizmente fazem parte da memória, conservo inclusive os distintos cheiros delas. Hoje as salas de cinema se pasteurizaram: cheiro de pipoca, gente mastigando e falando no celular. Um sacrilégio com esse santuário coletivo. Tenho um carinho grande com a Cinemateca, talvez porque a energia que paira é a dos apaixonados por cinema.”

Cinemateca de Curitiba

Fernando Severo, cineasta e diretor do Museu da Imagem e do Som (MIS).

“Vivi a época áurea dos cinemas de rua, em que as salas tinham arquitetura e decoração originais, programação diferenciada e público cativo. Nunca me adaptei direito às salas padronizadas e programação sem critérios dos multiplexes. Por mais que necessite de atualização tecnológica, a Cinemateca ainda tem uma aura de cinefilia que me atrai.”

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