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A fotógrafa em 1983, na primeira exposição Curitiba Central, com imagem do extinto Café Alvorada, na Rua XV | Divulgação
A fotógrafa em 1983, na primeira exposição Curitiba Central, com imagem do extinto Café Alvorada, na Rua XV| Foto: Divulgação

Fotografia

Curitiba Central

Museu Oscar Niemeyer (R. Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico), (41) 3350-4400. Abertura sábado, dia 12. De terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas. R$ 4 (adultos), R$ 2 (estudantes) e livre (crianças até 12 anos, maiores de 60 e escolas públicas pré-agendadas). Até 10 de março.

  • Uma escada de pedra típica do Passeio Público
  • Casa de esquina na Praça Osório, hoje pichada
  • A Praça 19 de Dezembro rendeu várias imagens
  • Ângulo incomum da Praça 19 de Dezembro
  • Do alto da Praça Tiradentes
  • Vista da cidade da garagem de um prédio na Rua André de Barros
  • O olhar particular de quem usa praças como a 19 de Dezembro para tomar ônibus
  • O amado petit-pavé na Rua Carlos de Carvalho
  • A Reitoria da UFPR sombreada
  • A Praça Garibaldi surge geométrica

Residências em estilo clássico hoje tomadas pela pichação, casas de madeira que tombaram há tempos, uma escada de pedra num recôndito do Passeio Público que muitos nunca perceberam. São imagens expostas em Curitiba Central, mostra da fotógrafa paranaense Vilma Slomp que abre neste sábado no Museu Oscar Niemeyer. É um passeio em preto e branco pelas transformações ocorridas no Centro da cidade nas últimas décadas.

INFOGRÁFICO: Veja algumas fotos da exposição

As 60 fotografias mantêm o padrão do ensaio iniciado por Vilma nos anos 1970. "Gosto do mundo analógico e quis terminar o projeto dentro desse mundo", explica a artista, que rejeitou o padrão digital nesse trabalho.

O projeto antigo já rendeu uma exposição em 1983, ao lado de outros artistas que fotografaram suas cidades. Depois disso, Vilma continuou registrando a Curitiba que enxerga, seus cenários particulares, sob luzes diferentes e em horários de poucos passantes.

Na mostra, surgem muitas fachadas e ângulos externos, todos inscritos no anel central da cidade (de acordo com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba, ele fica entre a Avenida Sete de Setembro e a Alameda Augusto Stellfeld, e, no outro eixo, entre as ruas Desembargador Motta e Ubaldino do Amaral).

São mais de 30 anos de modificações. "A arquitetura de madeira do início do século passado que remete aos colonizadores europeus, os projetos ecléticos de tijolos a partir do neoclassicismo, a arquitetura moderna de concreto armado; enfim, uma cidade como qualquer outra cidade brasileira, onde o rico patrimônio urbano representativo de várias épocas da cultura nacional foi desvalorizado e a especulação imobiliária venceu a batalha", descreve o curador Rubens Fernandes Junior, que também participa do livro de mesmo nome, com 200 fotos, a ser lançado em março – com texto do jornalista da Gazeta do Povo José Carlos Fernandes.

Por dentro

Há também interiores, que revelam histórias da capital paranaense, como hotéis, museus, bares, lojas e confeitarias. "Curitiba não tem lago, mar, montanha. Mas tem intimidade", definiu a artista em conversa com a reportagem. O mais difícil, ela conta, é acompanhar a deterioração de imóveis históricos, como a casa fotografada em 2010 na Praça Osório "As pessoas não sabem conviver com o belo."

Vilma representa um caso bem-sucedido de artista com um projeto duradouro que foi reconhecido – Curitiba Central foi contemplado com patrocínio via Lei Rouanet. Possui obras nos acervos de museus como Wilfredo Lan, em Havana; Worcester Art Museum e Fogg Art Museum/Harvard University Art Museum, nos Estados Unidos.

Veja algumas fotos da exposição

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