Seu app Gazeta do Povo está desatualizado.

ATUALIZAR

PUBLICIDADE
  1. Home
  2. Caderno G
  3. Curitiba não terá Museu Paulo Leminski

políticas públicas

Curitiba não terá Museu Paulo Leminski

Anunciado em 2011, projeto foi interrompido após avaliação técnica constatar que o espaço não é adequado para abrigar acervo do poeta

  • Isadora Rupp
Prédio do “correio velho”, no Centro da capital, não abrigará o espaço com acervo do poeta. Não há previsão para término do restauro do edifício, que voltará a ser agência |
Prédio do “correio velho”, no Centro da capital, não abrigará o espaço com acervo do poeta. Não há previsão para término do restauro do edifício, que voltará a ser agência
 
0 COMENTE! [0]
TOPO

Curitiba não terá Museu Paulo Leminski

A proposta era ousada, e pegou bem: transformar a sede do popularmente conhecido “correio velho”, na Praça Santos Andrade, Centro de Curitiba, no Museu Nacional da Poesia Paulo Leminski, nos moldes do que é hoje o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. A revitalização do prédio e a instalação do museu, pensados desde 2011, foram postergados várias vezes – a intenção da empresa era que o espaço fosse entregue no ano passado, como parte das comemorações dos 350 anos dos Correios. Agora, o projeto subiu no telhado de vez: uma nova avaliação técnica concluiu que o espaço físico não é adequado para abrigar o acervo do poeta.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a Diretoria Regional dos Correios Paraná informou que, quando concluídas as obras de restauro do prédio – construído em 1934 e subutilizado desde 1998, com a mudança da sede principal para a rua João Negrão –, o local voltará a ser a agência central dos Correios. Serão feitos “estudos técnicos para a melhor utilização do edifício”, mas o prazo para o término da restauração é incerto, já que a empresa que executava a reforma não cumpriu o contrato, e um novo processo de licitação precisará ser aberto.

Na época, um termo de compromisso foi assinado entre os Correios e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A obra previa que o espaço continuasse com agência e museu juntos – o edifício tem 4 mil metros quadrados.

Seriam feitas reformas elétricas e hidráulicas e a obra retomaria, entre outras coisas, o terraço original, em cima da agência, a fachada e uma cúpula de vidro no centro do edifício, cimentada na década de 1980. Havia, ainda, a intenção de se montar uma sala de cinema e um café.

De acordo com o Ibram, reuniões técnicas foram realizadas com os Correios. Mas desde 2012 a instituição não tinha qualquer informação sobre o andamento do projeto do museu.

MIS

Na área cultural, projetos previstos para inaugurar até a Copa do Mundo também estão atrasados. Um deles é a sede do Museu da Imagem e do Som (MIS), na rua Barão do Rio Branco, fechada há 10 anos. Edificação de 1890, o espaço tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do Estado começou a ser reformado no ano passado, com reforços na estrutura, restaurações de portas e janelas e instalações elétricas.

Porém, no momento a obra está parada, aguardando um aditivo de R$ 670 mil no orçamento (que agora aumentou para pouco mais de R$ 2 milhões). Segundo a Secretaria de Estado da Cultura, por ser um prédio tombado, é comum que demandas não previstas apareçam durante a reforma.

O pedido do adicional foi encaminhado ao governo do estado em novembro do ano passado, mas ainda não foi liberado. A intenção da Seec é que o dinheiro saia em poucos meses, e que o museu seja entregue até o fim do ano.

O projeto continua o mesmo, com a recuperação de um mural de Poty Lazzarotto no pátio externo, salas de exposições e locais para cursos, além de loja e café do MIS.

Obras para a volta dos cinemas de rua, como o Cine Passeio, só em 2015

Sucessivamente, desde 2009, há planos para reinstalar antigos cinemas de rua em Curitiba. Um dos projetos mais aguardados é o do Cine Passeio, elaborado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc), que quer transformar o antigo quartel do Exército, localizado na rua Riachuelo, em um complexo cultural com salas de cinema (obra orçada, em 2012, em R$ 5,7 milhões). Cerca de 80% do valor foi arrecadado na gestão anterior da prefeitura, por meio de potencial construtivo.

No ano passado, a atual administração da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) captou quase 100% do necessário, mas agora aguarda o depósito do dinheiro (que tem de ser de, no mínimo, 50% do valor total do projeto), para assim iniciar o processo licitatório. “Tivemos um impacto na economia que diminuiu um pouco as atividades imobiliárias, e sentimos uma retenção na compra. Mas, considerando um quadro pessimista, é possível que até abril tenhamos a captação necessária”, diz o presidente da FCC, Marcos Cordiolli.

O projeto permanece o mesmo elaborado pelo Ippuc – foram acrescentados apenas alguns elementos, segundo Cordiolli, como salas com audiodescrição e a possibilidade de um dos projetores ter a tecnologia 3D. O valor atualizado da obra está em R$ 6,5 milhões e, de acordo com a Fundação Cultural, haverá um decreto municipal autorizando a captação do valor faltante. A previsão é de que a obra comece somente em 2015.

Cine Luz

Quando assumiu a coordenação da Cinemateca junto com o cargo de presidente da FCC, em junho do ano passado, Marcos Cordiolli anunciou a intenção de reabrir o antigo Cine Luz na Praça Santos Andrade, fechado em 2009 pelo Corpo de Bombeiros e Ministério Público. A conclusão foi de que o espaço não era adequado para atividades públicas. A Fundação realizou uma nova vistoria no prédio, que apontou ser possível reformular o espaço.

O dinheiro para realizar o projeto, fornecido pela prefeitura, seria colocado no orçamento de 2014, o que não aconteceu, diz Cordiolli. “Estamos trabalhando com um quadro orçamentário ainda bastante difícil esse ano. No ano passado tínhamos uma dimensão menor da dívida municipal e, em função disso, temos um orçamento mais enxuto do que esperávamos. Em visão disso, não incluímos os estudos para a reforma do Luz.”

Cordiolli ressalta que haverá condição de incluir a demanda no orçamento para 2015, mas que a FCC está buscando outras formas de financiamento com empresas da área de telefonia, além de bancos e estatais.

8 recomendações para você

deixe sua opinião

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE