
A primeira participação do cineasta Aly Muritiba no Festival de Brasília não passou em branco. No evento, que está em sua 44ª edição, o mais recente curta-metragem do diretor, A Fábrica produzido por sua produtora Grafo Audiovisual em parceria com a RPC TV faturou nada menos que três prêmios: melhor roteiro, melhor atriz (para Eloina Duvoisin) e melhor curta-metragem eleito pelo júri popular.Muritiba, que é baiano mas está radicado em Curitiba, confessa que, das três premiações, a consagração pela plateia foi a mais surpreendente: "Em outros festivais de que eu já participei, o público geralmente elege filmes engraçados e leves, que o faça se sentir bem. Não imaginava que um filme pesado como A Fábrica pudesse ganhar". A produção conta a história de um presidiário que convence a própria mãe a contrabandear um telefone celular para dentro da penitenciária.
A conquista do prêmio, para ele, pode dizer muito mais sobre a qualidade do curta do que qualquer propaganda. "O público do festival é muito crítico. Cada sessão contava com cerca de mil pessoas, e os filmes ou eram aplaudidos ou vaiados impiedosamente já na metade. Acho que isso representa o reconhecimento ao meu trabalho", conta Muritiba. Ele acrescenta que A Fábrica faturou mais dois prêmios nesta semana, no Brazilian Film Festival of Toronto, que aconteceu na cidade canadense: melhor ator (para Andrew Knoll) e melhor filme.
O diretor espera que a conquista impulsione seus outros projetos, entre os quais estão previstos mais dois curtas um deles em animação e dois longas-metragens. Além de captar verbas junto a produtores estrangeiros e inscrever-se em editais, Muritiba também deseja repetir a parceria com a RPC TV, que co-produziu A Fábrica e deu a ela também uma versão televisiva: "Foi muito vantajoso para ambos: a produtora ganhou uma produção local de qualidade e nós finalizamos o filme com a verba e também o veiculamos na televisão. Estou negociando com a RPC para fazer outros projetos em conjunto".








