
Ray Bradbury, o lendário escritor norte-americano de ficção científica, autor de Fahrenheit 451 e de Crônicas Marcianas, faleceu ontem, aos 91 anos, em Los Angeles, de causa não revelada, anunciou sua família. Bradbury, que também era arquiteto e poeta, nasceu no estado de Illinois, em 1920. Mudou-se com sua família para Los Angeles no início da década de 30. "O mundo perdeu um dos melhores escritores que conheceu e um dos homens mais queridos para mim", escreveu no Twitter seu neto, Danny Karapetian.
A ficção de Bradbury representou mensagens instrutivas sobre futuros perigosos. Sua obra mais lembrada, Fahrenheit 451 (1953), escrita em plena Guerra Fria, aponta os males da censura e do controle do pensamento em um Estado totalitário. A história ficou famosa em todo o mundo após a adaptação para o cinema pelo cineasta François Truffaut, em 1966.
Premiado com uma menção honrosa do Prêmio Pulitzer em 2007, o autor escreveu quase 600 contos e 30 livros, incluindo Crônicas Marcianas, uma obra sobre as tentativas humanas de colonizar Marte e as consequências indesejadas dos esforços. A fama internacional veio a partir da publicação em 1950 de Crônicas, um livro elaborado a partir de vários contos curtos.







