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Música

Franz Ferdinand faz show histórico no Rio de Janeiro

Banda foi sensacional, dinâmica e energética, não deixando ningúem com sono. FranzFerd ofereceu um cardápio variado e cumpriu a promessa de nunca repetir um set list

O aniversariante da noite, o vocalista/guitarrista Alex Kapranos, sacudiu o Rio de Janeiro | Rickey Rogers / Arquivo da Reuters
O aniversariante da noite, o vocalista/guitarrista Alex Kapranos, sacudiu o Rio de Janeiro (Foto: Rickey Rogers / Arquivo da Reuters)

O aniversário era do vocalista/guitarrista Alex Kapranos, mas a festa foi de todos os que superlotaram a Fundição Progresso para ver mais um show histórico do Franz Ferdinand no Rio de Janeiro. Depois do mítico show para poucos no Circo Voador, ali do lado, há cinco anos, os escoceses voltaram para mais uma noite na Fundição (onde estiveram há três) e conseguiram suplantar a anterior, e se igualar à primeira, com uma apresentação sensacional, dinâmica, energética, de nunca dar sono ou causar tédio na plateia, e sem precisar usar de artifícios cênicos para disfarçar deficiências como certas grandes bandas por aí. Afinal, show é isso aí, é para sacudir, não para fazer boi dormir.

Com a promessa de nunca repetir um set list, como vem acontecendo nesta turnê latino-americana, o FranzFerd ofereceu um cardápio variado, mas, é claro, sem esquecer de seus cavalos de batalha, como "Do you want to", "Matinée" e a catártica "This fire", que se mesclaram perfeitamente às novas composições, como "No you girls", "Can´t stop feeling" e "Ulysses", com o set principal (o primeiro) remetendo a um clima psicodélico retrô (acompanhado pelas projeções que simulavam filmes antigos ou aquelas telas de óleo dos hippies), e o set final mergulhando mais na parte eletrônica vintage (com a tela em branco), com direito a uma versão incrível para "All my friends" do LCD Soundsystem, até chegar ao momento final com a lisérgica "Lucid dreams" e seus cerca de 15 épicos minutos.

Nota-se a alegria com que a banda toca na cidade. Os rapazes estavam visivelmente felizes e Karpranos, em especial, quase bêbado de alegria, ainda mais quando ganhou um animado parabéns pra você da imensa e igualmente empolgada plateia. E, agora que o FF é uma banda regular por aqui, nota-se a evolução em tempo real deles. Do primeiro show, amarradinho e pulante, ao segundo, algo caótico, mas delirante, a banda chegou para esta terceira apresentação irretocável, com tudo no ponto, do set list á iluminação, passando pelo bem amarrado roteiro, que mesmo sem repetir as canções da noite anterior na ordem, consegue criar um encadeamento que não deixa ninguém ficar parado.

Trocando-se uma "Jacqueline" por um "Michael" (que foi a que tocou aqui), eles repetiram o fecho tradicional do primeiro ato com a retumbante "Outsiders" (no qual todos os integrantes fazem uma batucada infernal juntos), mas evitaram de fechar com a óbvia "This fire" (como faziam no começo) para deixar o público presente high com a viajante "Lucid dreams". E assim, todo mundo foi embora para casa já sonhando com a próxima apresentação da banda na cidade. Nunca é demais ver mais um show do Franz Ferdinand. Eles se superam a cada vez. Bis!

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