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Notas

G Indica

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DVD

Game of Thrones – Terceira Temporada Completa

(Game of Thrones, Estados Unidos, 2013). Baseado na obra de George R. R. Martin. Com Peter Dinklage, Emília Clarke, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey e Kit Harington Warner/HBO. Cinco discos. 553 minutos. Classificação indicativa: 18 anos. Locação e venda. Preço médio: R$ 149,90 (DVD) e R$ 199,90 (Blu-ray).

Nesta terceira temporada do fenômeno de audiência Game of Thrones, cuja quarta fornada de episódios tem estreia mundial hoje à noite no canal pago HBO, os sinistros Lannisters tentam, aos trancos e barrancos, se manter no trono após o violento ataque naval capitaneado por Stannis Baratheon (Stephen Dillane). Robb Stark (Richard Madden), rei do Norte, enfrenta grandes dificuldades nos seus esforços para derrotar o clã rival em campo de batalha, e sua trajetória terá consequências trágicas, em uma das reviravoltas mais comentadas na história recente da televisão. Do outro lado do Mar Estreito, Daenerys Targaryen (Emília Clarke), acompanhada de seus três dragões, já bem crescidinhos, busca organizar um exército que navegue ao seu lado para Essos, na esperança de reclamar para si o cobiçado Trono de Ferro.

Por que assistir? Ao contrário do que aconteceu na segunda temporada, o terceiro ano da série baseada nos livros de George R. R. Martin se concentra menos em cenas de batalha e mais nas intrigas e jogos de poder entre as famílias guerreiras de Westeros. (PC)

Livro 1

Soldados – Sobre Lutar, Matar e Morrer

Sönke Neitzel e Harald Welzer. Tradução de Frederico Figueiredo. Companhia das Letras, 495 págs. R$ 60. História.

Os dois pesquisadores investigaram as gravações de diálogos entre militares alemães presos ao longo da Segunda Guerra mundial. As conversas nas celas eram monitoradas e transcritas em relatórios preservados pela Grã-Bretanha. A partir destes diálogos, fartamente reproduzidos no livro, os dois acadêmicos alemães discutem a aceitação da violência por parte dos soldados. Aceitação que, as conversas mostram, era quase total. Raramente os militares repudiavam algum excesso. Neitzel e Welzer não atribuem esse comportamento à propaganda nazista que moldava às mentes dos militares. Mas sim ao instinto violento do ser humano, à abordagem técnica que os militares faziam das batalhas, à vontade de se destacar desempenhando melhor que os demais (consequentemente, matando mais). Por fim, os autores registram o fascínio que a tecnologia dos armamentos exercia sobre os militares, tornando as operações quase lúdicas, como um jogo entre homens adultos.

Preste atenção: Uma curiosidade que o livro apresenta é a postura dos soldados italianos, muito mais desmotivados que os alemães, pois não confiavam em seus comandantes, vistos como corruptos e amantes de mordomias. (MS)

Projeto

www.kmuflados.com

Tirar os moradores de rua da invisibilidade e do anonimato é uma das premissas do ótimo projeto Kmuflados. Sem fins lucrativos, a iniciativa quer sensibilizar as pessoas sobre a condição de quem vive nas ruas, por meio de vídeos e depoimentos dos moradores, trabalho que é divulgado no site e também nas redes sociais (no facebook/projetokmuflados). O primeiro vídeo publicado pelo projeto conta a história de Ronaldo Chaime Macedo, um gaúcho de 41 anos que vive embaixo de uma ponte no bairro Guabirotuba. No depoimento, além de falar sobre o seu cotidiano, Ronaldo filosofa sobre a vida e diz que, mesmo vivendo em condições precárias, "prefere ter paz." No entanto, ele conta no vídeo que deseja melhorar sua vida e conseguir um canto próprio para viver. Nos canais do projeto, os idealizadores divulgam ainda outras iniciativas semelhantes a deles (como a do Pimp My Carroça, que realiza um trabalho junto com carrinheiros).

Preste atenção: No post e na galeria de fotos em que o projeto detalha outro aspecto da vida de Ronaldo: os cinco cães que vivem em sua companhia. (IR)

Livro 2

Pensar o Contemporâneo.

Organização de Fernando Luís Schüler e Eduardo Wolf. Arquipélago Editorial, 208 págs., R$ 35. Ensaios.

O livro é uma indispensável reunião de alguns dos nomes mais interessantes da filosofia contemporânea. Terceiro volume da Série Fronteiras do Pensamento, a obra traz entrevistas e conferências de pensadores como o teórico cultural ganês Kwame Anthony Appiah, o sociólogo espanhol Manuel Castells e o historiador italiano Carlo Ginzburg.

Entre os textos mais interessantes está uma palestra do filósofo francês Luc Ferry sobre "o que é uma vida boa" e o já clássico e muito polêmico ensaio "Deus Não É Grande", do jornalista britânico Christopher Hitchens.

A discussão ainda é enriquecida pelo depoimento da ativista liberiana Leymah Gbowee, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, e por uma entrevista inédita do filósofo francês Michel Onfray.

Porque ler? Das revoluções morais à dinâmica dos movimentos sociais em rede, do papel da religião no mundo de hoje às transformações e desafios da tecnologia, alguns dos temas mais urgentes e instigantes da diversidade do pensamento deste inicio de século estão contemplados no livro. (SM)

Teatro

Vermelho Amargo

Teatro Cena Hum (R. Sen. Xavier da Silva, 166, São Francisco, (41) 9943-9131. Hoje, às 14 horas. R$ 8 e R$ 4 (meia-entrada). Classi­ficação indicativa: livre.

A montagem, apresentada neste último dia de Festival de Teatro de Curitiba, dentro da mostra paralela Fringe, é baseada em um romance premiado de Bartolomeu Campos de Queirós. Quem traz o trabalho é a companhia aberta, do Rio de Janeiro, com supervisão de Vera Holtz. A direção é de Diogo Liberano, que apresentou na mostra principal Concreto Armado e é autor ainda do solo Laboratorial, trazido nesta edição do festival pela Cia. dos Atores.

Morto em 2012, Queirós fez em Vermelho Amargo um relato autobiográfico que busca compreender uma dolorosa infância, com a perda da mãe e o convívio com uma madrasta indiferente. Apesar do tom dramático, a peça é aberta para todas as idades.

Quem são? A companhia aberta (que assina o nome assim, com minúsculas) é comandada pelos atores Davi de Carvalho e Daniel Carvalho Faria, que formaram seu coletivo há poucos anos e têm neste espetáculo seu primeiro trabalho. A ideia dos dois é investigar novas linguagens, sempre buscando a colaboração de artistas mais experientes.

O segundo trabalho terá a conceituada diretora paulista Cibele Forjaz (que dará aulas em Curitiba neste ano dentro do Núcleo de Dramaturgia do Sesi), em O Homem Elefante, de Bernard Pomarence. (HC)

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