Uma das fotos de Sebastião Salgado: "fotografia é uma forma de vida", diz o artista à websérie | Marcelo Andrade
Uma das fotos de Sebastião Salgado: "fotografia é uma forma de vida", diz o artista à websérie| Foto: Marcelo Andrade

Episódios

A websérie publicará, até o fim do projeto, mais seis programas de entrevista. Ainda não há uma ordem de apresentação definida , mas quatro fotógrafos já tiveram seus nomes divulgados. Confira:

Sergio Sade

Um dos mais importantes fotojornalistas do Paraná. Começou a fotografar em meados da década de 1960, para a editora Abril, onde criou a edição de fotografia da Revista Veja. Em seu currículo entram fotos feitas em Copas do Mundo e campeonatos de Fórmula 1. Em 1984, voltou para Curitiba e fundou o estúdio Sade Fotografia, especializado em fotos publicitárias.

Luiz Abreu

Gaúcho, Luiz Abreu começou a fotografar em 1973. Os primeiros retratos de sua carreira foram de pacientes de um manicômio judiciário, onde trabalhava. Ingressou como fotógrafo profissional no extinto jornal Folha da Manhã, de Porto Alegre, após abandonar o curso de Química. Passou por periódicos como Manchete, Época, Isto É e Folha de S. Paulo. Hoje tem sua própria agência.

Nego Miranda

O fotógrafo curitibano Nego Miranda carrega em seu currículo mais de 15 exposições, entre individuais e coletivas. Começou a fotografar ainda na década de 1970, após um período de dedicação à cinematografia. Autodidata, ingressou na área de fotos publicitárias, mas desenvolveu também trabalhos artísticos, voltados, principalmente, para a cultura paranaense.

Pedro Martinelli

Iniciou a carreira como aprendiz na área esportiva em um jornal de Santo André (SP). Trabalhou em veículos como O Globo e Veja. Entre suas obras de renome estão o contato com os índios Panara (que lhe rendeu o Prêmio Esso de 1996 na categoria Informação Científica, Tecnológica e Ecológica), a cobertura da Guerra da Nicarágua, e trabalhos em Copas do Mundo e Olimpíadas.

Site

No Olhar

http://noolhar.tv/

  • Salgado, ícone da fotografia brasileira, foi entrevistado no primeiro episódio
  • O português radicado nem Curitiba Orlando Azevedo é um dos nomes do Paraná na série

Impressões, sentimentos e conceitos sobre a fotografia são a essência de uma iniciativa lançada em dezembro de 2014 por um grupo de curitibanos que tem chamado a atenção dos aficionados pelo mundo das imagens. Trata-se do projeto No Olhar, que aposta na exploração da linguagem fotográfica para induzir a reflexão sobre uma das mais sensíveis manifestações artísticas da humanidade.

Desenvolvida com apoio da Fundação Cultural de Curitiba, No Olhar tem como carro-chefe a divulgação de webséries que contemplam a trajetória de fotógrafos renomados que atuam no Brasil. Sebastião Salgado, Luiz Carlos Felizardo, Orlando Azevedo e Giancarlo Mecarelli estão nos quatro primeiros episódios, pensados exclusivamente para a internet.

Os vídeos são publicados a cada 15 dias, em média, no site noolhar.tv, que também traz dicas sobre a arte de fotografar.

Em edições que duram menos de 15 minutos, os entrevistados detalham suas relações e intimidades com a fotografia, ao mesmo tempo em que buscam explicitar o que é importante para tornar capturas e fotógrafos importantes.

"Buscamos não necessariamente aqueles [fotógrafos] conhecidos por todos, mas os que têm a contribuir. Não falando de técnicas, porque isso você encontra no Google. Mas repassando os valores que tornam alguém um bom fotógrafo", explica o idealizador da proposta, Tiago Ferraz, que também mantém uma produtora de vídeos em Curitiba.

No currículo dos entrevistados, premiações internacionais e longas experiências em veículos jornalísticos de peso no Brasil. Com boas histórias para contar, muitos deles já passaram por coberturas notáveis, desde guerras até Copas do Mundo, o que ajudou a projetar suas carreiras na história do fotojornalismo nacional.

Aprendiz

Fotógrafo profissional há seis anos, Ferraz diz não se sentir intimidado pela complexidade da produção metalinguística, nem pela responsabilidade de desbravar uma modalidade praticamente inédita. Pelo contrário. "Talvez esta seja a primeira websérie fotográfica já produzida, mas acho que nos saímos bem. E foi bom. Ouvir os grandes fotógrafos agregou muito a nosso trabalho. E também aprendi muito com eles", comenta.

Grupo planeja documentário

Esta não é a primeira tentativa de Tiago Ferraz de compartilhar com o público o conhecimento de grandes profissionais. Em 2009, o fotógrafo chegou a produzir 14 vídeos em formato semelhante. Sem suporte financeiro e incentivos culturais, no entanto, a ideia não deu certo.

Para esta "nova edição", Ferraz inscreveu a proposta no programa de Lei de Incentivo à Cultura de Curitiba. O projeto foi selecionado em 2012 e recebeu patrocínio da América Latina Logística (ALL).

Documentário

Ferraz adianta que, após o fim da websérie, previsto para abril, a equipe pretende dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos com a criação de um documentário sobre a fotografia brasileira.

Na contrapartida do apoio municipal, a equipe de No Olhar leciona em oficinas de fotografias em Curitiba. Até agora, 60 crianças e adolescentes, de 11 a 16 anos, já foram contemplados com aulas práticas ministradas por Ferraz e sua equipe. As oficinas são voltadas a crianças envolvidas em programas sociais da prefeitura.

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