Fernanda Souza traz espetáculo de notas autobiográficas | Saulo Marqks/Divulgação
Fernanda Souza traz espetáculo de notas autobiográficas| Foto: Saulo Marqks/Divulgação

Teatro

Veja informações destas e outras peças no Guia da Gazeta do Povo.

  • 220 Volts apresenta uma série de arquétipos femininos

Dois espetáculos, de carreira curta, chegam a Curitiba neste fim de semana ligados por uma linha tênue e difícil de classificar, porém cada vez mais presente nas produções teatrais nacionais: a leitura aberta das camadas internas da mulher contemporânea.

No primeiro caso, a global Fernanda Souza vai até o Teatro Positivo, no domingo, em apresentação única, para apresentar Meu Passado Não Me Condena. Escrito pela própria atriz, em parceria com Léo Fuchs, o espetáculo conta com direção de Michel Bercovitch e é repleto de notas autobiográficas aos moldes dos comediantes autocríticos.

Por mais de uma hora, Fernanda fundirá o formato do stand-up com suas memórias e percepções sobre a vida cotidiana, narrando também um tanto de suas experiências no mercado televisivo. Ela relembrará personagens de sucesso, como a Mili, de Chiquititas, Mirna, de Alma Gêmea, Carola de O Profeta, a Isadora de Toma Lá da Cá, dentre outras. A atriz também celebra seus 25 anos de carreira.

Televisão

Outra estreia do fim de semana é a comédia com ares de superprodução 220 Volts, que chega a Curitiba para três apresentações no Teatro Guaíra. A peça é uma transposição do programa de humor homônimo do canal Multishow, no ar há quatro temporadas.

O argumento da peça gira em torno de figuras femininas que questionam e avaliam as suas condições de vida. São seis esquetes com personagens conhecidas do público que acompanha o programa, como Ivonete, Mulher Feia e Senhora dos Absurdos. "São personagens com os quais o público se identifica facilmente. Ou porque tem as características dessas mulheres ou porque conhecem alguém que seja como elas", afirma o comediante Paulo Gustavo, que encarna todos os papéis e ainda dirige o espetáculo.

De modo geral, entre uma troca de figurino e outra, 220 Volts pega alguns arquétipos fechados para trabalhar temas contemporâneos. "A peça retrata diversos tipos de mulheres do mundo moderno, como a bonitinha carente e a apresentadora de um programa para mulheres na tevê", completa Gustavo.

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