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Mobilização

MincResiste pretende manter ocupação do Iphan mesmo com recriação do Ministério da Cultura

Cerca de 50 pessoas têm dormido na sede do Iphan, mas o fluxo de manifestantes aumenta durante o dia, com cerca de 100 a 150 pessoas participando de apresentações artísticas

Acampamento na sede do Iphan, em Curitiba. | Antônio More/Gazeta do Povo
Acampamento na sede do Iphan, em Curitiba. (Foto: Antônio More/Gazeta do Povo)

Os integrantes do movimento MincResiste, que ocupam a sede do o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no bairro Juvevê, em Curitiba, prometem continuar mobilizados mesmo com o anúncio da recriação do Ministério da Cultura pelo presidente interino Michel Temer (PMDB). Eles estão no local desde o dia 13 de maio.

Segundo o produtor audiovisual Guilherme Daldin, um dos integrantes do movimento, cerca de 50 pessoas têm dormido na sede do Iphan, mas o fluxo de manifestantes aumenta durante o dia, com cerca de 100 a 150 pessoas participando de cursos, oficinas e apresentações artísticas no local.

“Consideramos a recriação do Minc uma vitória, sobretudo porque ela não vem de acordos políticos, mas da mobilização, das ocupações”, diz Daldin. Para ele, porém, esse é apenas um primeiro passo para outras conquistas, como a manutenção da cultura na agenda política brasileira.

Daldin observa ainda que a ocupação deve continuar, já que, além de outras pautas, a maior bandeira da mobilização é o não reconhecimento do governo Temer, que, segundo ele, “vem apresentando retrocessos em todas as áreas”.

O também produtor audiovisual Nelson Settanni reforça o discurso de mobilização. “Nosso entendimento é que a pauta do Minc é a luta da parte pelo todo”, aponta. Ele acredita que a criação do Ministério não deve ser entendida como “moeda de troca pela democracia”.

Os manifestantes criticam também o processo de impeachment: “Não vamos para casa porque não está tudo bem, é visível que ocorreu um arranjo para o impeachment, se usou de uma retórica jurídica para se constituir um processo ilegítimo”, aponta.

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