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SAMBA

Memória viva do samba, Nélson Sargento faz show em Curitiba aos 92 anos

“Me aguardem. Estou chegando firme e forte”. O sambista se apresenta neste domingo (11) no Sindicatis.

  • PorSandro Moser
  • 08/12/2016 12:27
 | Henry Milléo/Gazeta do Povo
| Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo
Nélson Sargento e Samba do Sindicatis

Domingo, (11), às 14h, no Clube Dom Pedro II (Brigadeiro Franco, 3662, Água Verde). Ingressos a R$ 35.

Nélson Sargento e o samba são íntimos e contemporâneos. Nélson nasceu em 1924. O primeiro samba gravado – “Pelo Telefone”, de Donga e Mauro de Almeida – tinha aparecido apenas oito anos antes, em 1916.

Dono de memória prodigiosa, Nélson tem a fama de “saber todos os sambas”. “É, eu me lembro de alguns”, brinca. “Talvez fale um pouco sobre alguns sambas e compositores no intervalo das músicas, se o pessoal deixar”.

O compositor de “Agoniza, Mas Não Morre” se refere ao show que fará no próximo domingo (11), a partir das 14h, na sociedade Dom Pedro II, ao lado da roda de Samba do Sindicatis.

Nélson Sargento e Samba do Sindicatis

Domingo, (11) às 14h. Ingressos R$ 35.

Clube Dom Pedro II (Brigadeiro Franco, 3662, Água Verde)

Foi esse o motivo do convite da roda de samba curitibana ao sambista mangueirense para festa que comemora o centenário do gênero e os seis anos do grupo.

“Ele é o ultimo elo com o samba antigo. Quem tem na memória muitos sambas da Mangueira e de outras escolas que nunca foram gravados, é ele. Nós temos muito respeito por sua história”, explica Téo Souto Maior, um dos membros do Sindicatis.

O nome do grupo é inspirado no do sambista e humorista Mussum, também mangueirense e vizinho de Sargento. “Bebi muito com ele graças a Deus! Pense numa figuraça”.

Aos 92 anos, Nélson não para. Está lançando um disco com o conjunto Galo Preto (“vou levar uns quarenta para vender aí”), esta gravando outro, escrevendo e pintando quadros. Comprou um piano e tem tentado se arriscar nele. “Tenho os dedos duros. O violão é mais fácil, mas para tirar fotografia é uma beleza”.

História

Sua história na música começou no Morro da Mangueira, na zona norte do Rio de Janeiro, na década de 1930, quando a escola de samba foi formada. Nélson mudou-se do Salgueiro para lá aos 12 anos, com a mãe. Foi adotado pelo sambista Alfredo Português, um marinheiro luso sambavas batucando nos tamancos. Juntos, pai e filho fizeram alguns sambas-enredos para Mangueira.

Seis anos depois, Nelson serviu o exército, e chegou à patente que transformou em nome de guerra.

Tudo mudou 1964. Nélson já era sambista famoso, mas ainda não pensava em ganhar a vida como artista. “Cantava nos botecos, na Mangueira, mas na época eu trabalhava autônomo na construção civil. Era pintor e pedreiro dos bons”.

Um dia, o poeta Hermínio Bello de Carvalho deixou um recado em sua casa marcando um encontro em um teatro. “Achei que era para pintar o teatro e como já estava trabalhando, não fui. Ele deixou outro: ‘Se não vier hoje, não precisa mais vir’. Aí eu fui. Não era pra pintar. Era pra cantar (no musical “Rosa de Ouro”). E eu nunca mais parei.

Bar Stuart

Nélson tem uma relação especial com Curitiba. Fez aqui alguns de seus melhores shows aqui. “quero chegar e direto ao Bar Stuart”. Ele gostou de saber que o show será em formato roda de samba, como no terreiro das escolas.

“Eu faço samba de qualquer jeito. Com partitura ou sem. No palco, no boteco ou na roda. Do jeito que for. Me aguardem que estou chegando firme e forte”

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