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Martin, “o quinto Beatle”, ao lado de Ringo Starr (à esquerda): produtor morreu nesta quarta-feira (9), aos 90 anos. | AFP
Martin, “o quinto Beatle”, ao lado de Ringo Starr (à esquerda): produtor morreu nesta quarta-feira (9), aos 90 anos.| Foto: AFP

1. “Please please me”

O segundo single dos Beatles era originalmente era uma canção lenta e tristonha. Era uma tentativa de John Lennon de soar como Roy Orbison. George Martin sugeriu que o grupo aumentasse o andamento da canção, que acabou chegando ao número 2 das paradas britânicas.

2. “Yesterday”

A canção que Paul McCartney compôs dormindo foi a primeira dos Beatles a ganhar um arranjo de cordas. A ideia foi de Martin, que também tratou de escrever o arranjo – mesmo depois de certa resistência do compositor. A gravação foi um sucesso e a música se tornou uma das mais regravadas do mundo.

3. “In my life”

John pediu que Martin criasse para esta faixa do álbum “Rubber Soul” uma parte de piano que soasse como música barroca. O produtor escreveu um solo inspirado em Bach, mas precisou gravá-la na metade do andamento porque não conseguia executá-la. Depois de acelerada a fita, o piano acabou lembrando o timbre de um cravo – se aproximando ainda mais do pedido de John.

4. “Eleanor Rigby”

No álbum seguinte, “Revolver”, George Martin escreveu um arranjo de octeto de cordas para “Eleanor Rigby”, de Paul – o único Beatle presente na faixa. Também foi ideia do produtor que cantor gravasse duas vozes.

5. “A day in the life”

Já devidamente convencido de que arranjos orquestrais funcionam, Paul teve a ideia de incluir um na última faixa do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Martin ajudou o compositor a colocar no papel e reger o o famoso glissando da orquestra de “A day in the life”.

6. “Strawberry fields forever”

Duas versões diferentes foram gravadas para esta canção – uma das mais belas de John. E ele gostou das duas. Apesar de terem sido gravadas em tons e andamentos diferentes, o Beatle pediu que Martin desse um jeito de fundi-las. O produtor e o engenheiro de som, Geoff Emerick, precisaram se virar para alterar as velocidades das duas gravações e compensar a diferença de tonalidade– o que faz a voz de John soar diferente do normal.

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