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Opinião

Nada Surf dribla problemas técnicos e presenteia fãs com show singular

  • PorCristiano Castilho, repórter da Gazeta do Povo
  • 30/04/2012 21:03
Matthew Caws e Doug Gillard em ação: potência e barulho | Afterhour Comunicação/ Divulgação
Matthew Caws e Doug Gillard em ação: potência e barulho| Foto: Afterhour Comunicação/ Divulgação

Se em 2004 o Nada Surf fez um show discreto e intimista em Curitiba, no último sábado (28), no Music Hall, o grupo nova-iorquino ganhou credenciais de banda grande, já que "domou" uma plateia muito maior do que a que compareceu ao show de oito anos atrás ao conceder pedidos e oferecer surpresas.

Não à toa, o show de sábado foi o mais extenso da turnê brasileira até agora. Foram 25 músicas em duas horas de apresentação. Se a pontualidade foi quase britânica – o Nada Surf subiu no palco às 23h45 – a qualidade do som da casa ficou devendo, e comprometeu uma apresentação retumbante que poderia ter se tornado ainda mais histórica.

Ao fim de "Clear Eye Clouded Mind", música que abriu o show e que está no recém-lançado The Stars Are Indifferent to Astronomy, o vocalista Matthew Caws se afastou do microfone e passou a mão direita horizontalmente em seu pescoço, como se o cortasse de brincadeira. Algo estava mesmo errado. Os agudos das guitarras estouravam, a voz se perdia, e o baixo estava mal equalizado. A coisa melhorou um pouco a partir da metade do show, mas os problemas foram contornados só com a ajuda da plateia, que se rendeu à uma apresentação cativante e dedicada.

O show atual do Nada Surf é equilibrado e potente, em parte pela participação do tímido e virtuoso Doug Gillard (guitarrista do Guided by Voices) e do multi-instrumentista Martin Wenk, do Calexico. O baterista Ira Elliot é sorridente e tem viradas de tirar o fôlego. Com cabelos de medusa, Daniel Lorca é o mais empolgado. E Matthew Caws é um frontman elegante e tremendamente seguro.

O set list abrangeu todos os seis discos autorais da banda. "Happy Kid", com um coro vibrante, foi logo a terceira. "Amateur", música do longínquo segundo disco, mas muito requisitada pelos fãs, surgiu como primeiro presente. E "Popular", o (talvez) único hit, formou até rodinha de pogo.

Em "Hyperspace", pode-se confirmar o entrosamento de uma banda com 20 anos de estrada. A música é vigorosa e todos os instrumentos têm o mesmo e calculado peso. Bonito de ver e ouvir. A seguir, na delicadeza de "80 Windows", Matthew revelou ao vivo sua busca pelas melodias indefectíveis, característica que marca a banda desde Let Go, disco de 2002. Já em "Paper Boats", o vocalista fez uma pequena homenagem a Echo & the Bunnymen, banda britânica da qual é fã: versos rápidos e roqueiros de "Ocean Rain" se misturaram à canção, já naturalmente saborosa. Outra surpresa foi a execução de "Imaginary Friends", música que não estava no repertório dos shows há muito tempo, como informou o próprio Matthew antes de executá-la.

O Nada Surf se preparava para o bis quando um pequeno grupo começou a cantar "Blizzard of ‘77", música singela que abre Let Go. O coro foi aumentando, mais e mais, até que Matthew, dando o braço a torcer, retornou ao palco e finalmente ofereceu mais esse presente. "Ouvi as pessoas cantando e fui correndo afinar a guitarra para tocar ‘Blizzard’", contou o vocalista após o show.

Uma dancinha "dois pra lá, dois pra cá" deu cara de baile à bonita balada "Inside of Love". E aí o hit fofinho "Always Love" e "Blankest Year" finalizaram a apresentação. Mas não era exatamente o fim. Logo após o show, Matthew saiu do camarim empunhando um violão. Com expressão serena e a ajuda de um coro baixinho, tocou versões acústicas de "I Like What You Say" e "Your Legs Grow". Para dormir feliz.

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