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Carlos Teles trabalha na Rua XV há 28 anos. | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Carlos Teles trabalha na Rua XV há 28 anos.| Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

Diferentemente do informado na matéria “Palhaço chora”, publicada na Gazeta do Povo na edição de 11 de outubro, a noiva de Carlos Teles (o Palhaço Chameguinho) está viva. Teles mentiu sobre a morte de Angelina Siqueira e, assim, induziu a reportagem de pelo menos dois veículos de comunicação da cidade ao erro. A Gazeta do Povo se desculpa pela notícia inverídica e pelo que ela pode ter causado à família e a amigos de Angelina Siqueira.

“Ele mentiu para todo mundo porque para ele foi um choque eu tê-lo abandonado. Ele falou sem pensar nas consequências”, diz Angelina. A notícia sobre a suposta morte da moça surgiu primeiramente através da empresa que estava organizando o casamento – a pauta inicial. Na sequência, a reportagem entrou em contato com Carlos Teles. Em entrevista de cerca de duas horas, ele confirmou a história em detalhes. A conversa está gravada.

Carlos e Angelina estão juntos novamente, morando em uma casa no bairro Santa Quitéria. “Já perdoei ele e ele me perdoou. Conversei com minha família e então decidi a esperar a poeira baixar para avisar as pessoas e seguir em frente”, conta a jovem. “Ele não agiu por mal, mas errou ao afirmar que eu estava morta. Estamos juntos e está tudo bem agora.”

Angelina é natural de Curiúva, no Norte do Paraná. Tem dois filhos, é desempregada e pretende cursar o supletivo em 2016.

Palhaço se desculpa

Em mensagem de voz enviada ao celular da reportagem, Chameguinho pede desculpas e diz que não sabia o que dizer quando foi “abandonado” e viu seu futuro casamento se desfazer. “Estava muito mal e resolvi dizer que ela morreu. Dei várias entrevistas dizendo isso e peço perdão aos jornalistas envolvidos. Ela não morreu, está viva.” Carlos Teles é natural de Curitiba e trabalha na Rua XV como palhaço há 28 anos.

A reportagem era sobre um casamento público que seria realizado na Rua XV, em dezembro deste ano, e que foi cancelado porque um dos noivos supostamente havia morrido. Não se tratava de denúncia ou de matéria investigativa. Nestes casos, se estabelece um contrato de confiança momentâneo entre entrevistador e entrevistado. A história era incrível, mas plausível.

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