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Cênicas

Nossa garota de Ipanema

A curitibana Adriana Birolli foi escolhida para integrar o elenco da próxima novela das oito. Ganhadora do Gralha Azul de melhor atriz de 2007, irá contracenar com José Mayer e Lilia Cabral

Em ação: Adriana Birolli fará papel de destaque na novela Viver a Vida |
Em ação: Adriana Birolli fará papel de destaque na novela Viver a Vida (Foto: )

Em seu apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, Adriana Birolli gritou tão alto que ficou com dor na garganta. Foi logo depois de ouvir a frase "vai ser você", pronunciada de supetão pelo diretor de elenco de Viver a Vida, nova novela de Manoel Carlos que estreia dia 21 de setembro na Rede Globo.

A curitibana que ganhou o prêmio Gralha Azul de melhor atriz, por Manual Prático da Mulher Desesperada, com 20 anos foi selecionada para o staff global. Trocou o bairro Jardim das Américas pela zona sul carioca há dois anos. E agora os palcos, em parte, pelas aparições noturnas na telinha.

"Fiquei sem palavras para dizer o quanto fiquei feliz", resume a atriz, que já fez uma pequena participação na novela Beleza Pura (2008). Na nova trama, Adriana se chamará Isabel. Será filha do casal protagonizado pelos atores José Mayer e Lilia Cabral e irmã da personagem de Aline Moraes. "Meu personagem é maravilhoso", diz. A Helena da vez será vivida por Taís Araújo. Enquanto as primeiras gravações já acontecem na Jordânia e em Israel, Adriana ensaia seus textos em casa. Claquete, para ela, só no mês que vem.

Carreira

Desde os 8 anos Adriana já era destaque de peças na escola, mas foi cinco anos depois que escolheu levar a vida nos palcos a sério. "Decidi seguir na profissão depois do encontro com o diretor Ruiz Bellenda. Foi quando comecei a produzir junto com ele. Comecei a fazer teatro de verdade e a profissão me encantou", explica. A parceria já dura 12 peças. O segredo é algo como uma "gerência humana". "Ele é diretor teatral, mas realmente ‘dirige’ o ator. E isso é muito difícil", explica a curitibana.

Depois de algumas peças na cidade – que, por vezes, viajavam a São Paulo ou ao Rio –, veio o turning point de Adriana. A montagem de Manual Prático da Mulher Desesperada (texto de Dorothy Parker e direção de Ruiz Bellenda) ficou em cartaz por vários meses de 2006 no palco semi-improvisado palco do bar Era Só o Que Faltava. "Foi a peça mais importante da minha vida", diz Adriana, vencedora do Gralha Azul de melhor atriz pela atuação naquela peça, que fala sobre a solidão feminina. Segundo Bellenda, "Manual Prático... tem alguma magia que faz com que tudo dê certo. As apresentações fora do estado sempre se realizaram com sucesso em termos de bilheteria. "

Após receber o prêmio – e atuar na mesma peça em São Paulo, onde foram necessárias várias sessões extras –, Adriana foi convidada para participar da oficina de atores da Rede Globo, passo inicial para ser incluída no elenco da nova novela. Apesar da mudança de ares e de cidade, o ritmo de trabalho não deve mudar, embora o processo criativo siga outro caminho.

"Não muda porque sempre ensaiei todos os dias, várias horas por dia. O que muda é que no teatro temos algo fechado. Conseguimos aprofundar muito o trabalho, já que todo dia trabalhamos a história. Na novela, a cada dia é uma coisa nova, como na vida real. As personagens mudam de opinião, terminam namoros e não sabem como sua história vai acabar. É estimulante".

Nove anos depois de sua decisão fatídica e certeira de escolher os palcos como segunda casa, a jovem morena desfila seus olhos azuis pelas ruas do Rio de Janeiro de cabeça erguida.

"Me sinto completamente realizada. Sou dona do meu trabalho e a parceria que fiz com o Ruiz [Bellenda] é rara. E agora com minha participação na novela... está sendo muito especial", conta a atriz, que pode vista pedalando em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas – "é como eu cuido de mim" – quando não está em casa ensaiando seus textos.

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