Blow Me Up.... é texto de Max Reinert, que está no núcleo desde seu início | Marco Novack/Divulgação
Blow Me Up.... é texto de Max Reinert, que está no núcleo desde seu início| Foto: Marco Novack/Divulgação

Agenda

Programe-se para acompanhar os espetáculos resultantes do Sesi Dramaturgia e Encenação:

Hoje

• Fractal, de Patrícia Kamis• Encenador: Jean Carlos de Godoi

Amanhã

• Parido• Autor e encenador: Don Correa

Quarta-feira

• Um Rosto Que Espreme, de Ana Johann•Encenador: Diego Fortes

Quinta-feira

• ELA• Autora e Encenadora: Raquel Schaedler

• NomePRÓPRIO, de Nana Rodrigues• Encenador: Gerson de Andrade

Sexta-feira

• Melhor Ir Mais Cedo Pular da Janela• Autor e encenador: Léo Moita

Sábado

• Blow Me Up ... Ou... Sobre a Natureza dos Homens-Bomba, de Max Reinert • Encenadora: Nika Braun

Domingo

• Eu Grito Que, de Ana Johann• Encenador: Thadeu Peronne

  • Melhor Ir Mais Cedo… apresenta um sujeito povoado por múltiplas vozes

Jovens artistas que se reúnem desde 2009 para estudar e escrever peças de teatro, sob coordenação do Sesi, mostram a partir de hoje um pouco de sua inspiração. Com a entrada de Rogério Toscano para orientar a turma iniciante do Núcleo de Dramaturgia, no início do ano, o diretor Roberto Alvim iniciou também um turma de encenação com atores e diretores.

A junção desses dois grupos resultou nos seis espetáculos que serão apresentados durante duas semanas no José Maria Santos, mais duas leituras dramáticas programadas para o centro cultural do Sistema Fiep (veja a programação ao lado).

"Todos problematizam a nossa experiência de tempo, espaço e sujeito, mas não necessariamente criam novas metodologias", explica Alvim, que conversou com a reportagem sobre sua visão peculiar de que o teatro precisa propor outros olhares sobre a essência e o futuro do ser humano.

Sob essa influência, novos escritores como Don Correa criaram textos que se assemelham a poemas concretos – com a diferença de que são pensados para o palco e requerem um trabalho de encenação diferente do tradicional.

Don apresenta amanhã seu texto Parido, para o qual ele próprio realizou a montagem.

"Percebi que em tudo o que escrevia estava repetindo padrões, e isso me levou a me inscrever no núcleo, que me fez buscar por singularidade", contou ele à Gazeta do Povo. Dessa vez, ele conta ter sentado e escrito em duas horas sem parar. "Levei ao núcleo e todos tiveram uma experiência singular com aquilo. O Alvim instruiu a não mexer nem em uma vírgula: o que o coração escreve a mente não apaga."

Para atuar na montagem, ele convidou o ator nova-iorquino Brian Townes, que mora há dois anos no Brasil e cursa o núcleo, Bruno Mancuso, Daniele Agapito e Sávio Malheiros.

Alvim gostou tanto do texto que o usou como exercício para a turma de encenação. "Eu mesmo quase montei em São Paulo. É uma espécie de épico sobre todos os homens que caminharam sobre a terra", conta o diretor.

Multidão

Outro texto que Alvim destaca é Melhor Ir Mais Cedo Pular da Janela. "Nele, a pergunta central é quantas identidades cabem dentro de cada um de nós. Apesar de haver apenas um ator em cena, diversas vozes habitam o autor em diálogo permanente."

A gerente de Cultura do Sesi/PR, Anna Zétola, se mostra satisfeita com os resultados do núcleo, que realizou outras duas mostras, durante os Festivais de Teatro de 2010 e 2011. "Não estamos investindo em um único produto, como uma peça ou livro, e sim no processo criativo, para que criadores possam ir além com suas próprias pernas. O mais difícil é alguém investir nesse momento inicial", disse à reportagem.

Todas as peças terão reapresentações na semana que vem.

Livro

A mostra também marca o lançamento do livro Dramáticas do Transumano (Ed. 7 Letras), de Roberto Alvim, que reúne peças produzidas no Núcleo de Dramaturgia. Hoje, às 22 horas, após a peça Fractal.

Serviço

As peças acontecem sempre às 21 horas, no Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655), (41) 3322-7150, com entrada franca.

Leituras dramáticas

Centro Cultural Sistema Fiep (Avenida Cândido de Abreu, 200 – Centro Cívico)

Sábado, às 16 horas• Mar, de Alexandre Lautert

Domingo, às 16 horas• Dia Bonito Hoje, de Gabriel Rachwal

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