Frida trará uma visão não-linear da trajetória da pintora mexicana | Divulgação
Frida trará uma visão não-linear da trajetória da pintora mexicana| Foto: Divulgação

Teatro

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Bem, o roteiro não vai ser muito diferente de outros eventos recentes: Frida Kahlo – Calor e Frio, que chega este fim de semana a Curitiba, para apenas duas montagens, tem tudo para levar ao Museu Oscar Niemeyer uma romaria (até desproporcional na classe pictórica) de admiradores da trajetória artística da pintora mexicana. Símbolo contemporâneo da condição do artista e dotada de uma das vidas mais trágicas, conturbadas e emocionantes das artes plásticas do século 20, Frida parece representar, em um plano mais amplo, a extensão mais inacabada das dificuldades de ser mulher.

Dirigida por Ismar Rachmann e baseada em texto da dramaturga Viviane Dias, Frida... aporta na capital após uma bem-sucedida carreira na Alemanha, México e São Paulo. Em Curitiba, as apresentações acontecem no Auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer – paralelas com a primeira exposição de fotos de Frida Kahlo no Brasil.

A peça foca no início do século 20, quando o México recebe a visita de grandes artistas, como o cineasta Sergei Eisenstein e o poeta Maiakovski, e na relação Diego-Frida. "Buscamos representar a vida da Frida a partir da leitura de suas principais obras, evocando também esse México imponente, de ares pré-colombinos, quando recebeu grandes intelectuais europeus e foi referência artística", afirma Viviane.

O trabalho é resultado de dois anos de pesquisas da Cia. Estelar de Teatro e cruza diversas linguagens, como as artes performativas, a música, a dança, a poesia e as artes visuais.

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