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Uso de acrobacia em tecidos liga o palco com o esconderijo de Quasímodo na torre da catedral. | Antônio More/Gazeta do Povo
Uso de acrobacia em tecidos liga o palco com o esconderijo de Quasímodo na torre da catedral.| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

Estreia

NotreDame de Paris - Teatro Regina Vogue – Shopping Estação (Av. Sete de Setembro, 2.775), (41) 2101-8293. Sábados e domingos, às 16 horas. R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Até 23 de fevereiro.

Para criar sua versão de Notre-Dame de Paris, romance de Victor Hugo mais conhecido como O Corcunda de Notre Dame, o peruano radicado em Curitiba Sandro Tueros buscou no autor francês subtemas que vão além da exclusão do deformado Quasímodo. "Ainda hoje, tudo que é anormal nos surpreende e é contestado. Mas há outras questões como o que é sacro e o que é profano, o que é belo e o que é realmente a justiça", disse o diretor à Gazeta do Povo.

Ele estreia o espetáculo infantojuvenil NotreDame de Paris neste sábado, no Teatro Regina Vogue, onde fica até 23 de fevereiro, para depois abrir uma temporada destinada a turmas de escola e apresentações na mostra Fringe do Festival de Curitiba.

Na adaptação da história, que se passa no século 15, o bebê Quasímodo é arrancado da mãe e levado para servir o juiz Frollo, passando a habitar – e esconder-se – nas alturas da catedral parisiense. Quando ele conhece a bela cigana Esmeralda, deseja sua amizade, e a acaba salvando da forca após ser condenada pelo próprio Frollo.

O corcunda conta então que havia vivido entre amigos irreais – as gárgulas da igreja – e assim aprendido a viver. Agora, conhece pessoas de verdade que o estimam.

Tueros vê atualidade no tema pelo fato de termos ainda tão pouca habilidade para lidar com o "dito anormal", e espera que o pequeno espectador – assim como seus pais – percebam que, no fundo, aqueles que são considerados um monstro e uma estrangeira indesejada são os personagens mais justos.

"Damos uma pincelada nesses temas, para que as pessoas possam pesquisar mais no próprio Victor Hugo", sugere.

Além de um carismático narrador e da atuação de sete atores (Danilo Correia, Fernando Kadlu, Julia Campos, Edran Mariano, Henrique Dronneau, Janete do Amaral e Melissa Buest), a peça conta com cerca de seis canções para transmitir suas mensagens, algumas delas apoiadas por coreografias em grupo.

O cenário e figurinos de Paulo Vinícius contribuem para situar a trama numa época em que o espaço público era praticamente um campo de batalha entre despossuídos e a guarda da lei. Sobre duas torres, gárgulas assustadoras abrem as asas para simbolizar o mistério da religiosidade de então – e o esconderijo de Quasímodo na torre da catedral.

"A questão da altura é marcante na história, e isso foi bem resolvido na peça com o uso de malabarismo em tecidos", avalia o diretor. Além de cantar com afinação, vários integrantes do elenco aventuram-se por faixas que pendem do teto, e nelas realizam um show à parte. Para isso, foram treinados pela artista circense Marília Lunardi.

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