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Visuais

Obras de Jair Mendes contrapõem extremos

Artista radicado em Curitiba expõe acervo de novas ilustrações no museu Guido Viaro

Vicente Jair Mendes: traços expressionistas e dramaticidade são características do artista. | Jair Mendes/Divulgação
Vicente Jair Mendes: traços expressionistas e dramaticidade são características do artista. (Foto: Jair Mendes/Divulgação)

A sobreposição de traços geométricos e a dualidade entre o sagrado e o profano saltam aos olhos nas ilustrações recentes do artista plástico Vicente Jair Mendes, que inaugura nesta quinta-feira (28) a exposição Novos Desenhos, no museu Guido Viaro, em Curitiba.

Paulista radicado na capital paranaense há mais de 60 anos, Mendes traz para sua nova mostra 35 desenhos inéditos, que provocam em forma e conteúdo ao evocar o contraste entre o bem e o mal, o preto e o branco, o cotidiano e o que parece estranho.

Mulher com baioneta, um dos desenhos do filme Cerco da Lapa | Jair Mendes Divulgação

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Mulher com baioneta, um dos desenhos do filme Cerco da Lapa

Religiosidade é um tema comum nas obras do artista plástico | Jair Mendes Divulgação

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Religiosidade é um tema comum nas obras do artista plástico

Os traços que colam na vertente expressionista – manifestação dos sentimentos e das emoções do pintor – seguem presentes nas obras de Mendes, que também continua apostando na dramaticidade como uma de suas grandes características.

“Apesar de sempre ter trabalhado com desenho, ter começado minha carreira com desenho, agora trago um trabalho mais linear, gestual e figurativo”, antecipa o artista sobre o que o público deve. “É uma coisa que me satisfaz muito. Acho até que estão muito bonitos, mas sou suspeito para falar”, brinca.

Dividindo espaço com os novos desenhos, outras 20 ilustrações criadas em 1981 para o filme Cerco da Lapa, de Valêncio Xavier, estarão presentes na exposição de Jair Mendes, que fica em cartaz até o dia 27 de junho.

Sobre o artista

Jair Mendes não foge à regra: é daqueles que se envolveram com arte ainda criança. “Sempre fui ligado à arte. Primeiro fui desenhista, depois, parti para as telas. Não tinha como fugir”, conta.

O primeiro impulso para investir naquilo que gostava veio da sala de aula. Em Jacarezinho, no Norte do Paraná, onde morou por cerca de dois anos, a primeira professora de desenho pedia para que o menino reproduzisse cenários de cartões postais. Na busca de algo mais dinâmico, improvisou um cavalete e pintava as paisagens que via das janelas de casa.

“A parte mais profissional veio com a Escola de Belas Artes do Paraná [atual Unespar], quando convivi intensamente com amigos importantes”, relembra o artista, que passou por outras instituições importantes, como o Centro Georges Pompidou, em Paris, e a Academia di Belle Arti di Brera, na Itália.

Com uma arte engajada em causas sociais, o curitibano de criação também recorreu ao cristianismo, que, para ele, significa outra maneira de agregar ideias de igualdade e justiça.

Além de mostras no Brasil, Mendes também já expôs seus trabalhos em países como Argentina, México, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Itália e França.

No ano passado, o escritor e cineasta Guido Viaro, neto do pintor ítalo-brasileiro de mesmo nome, estreou o curta-metragem A Vida de Jair.

O filme apresenta a história do artista na casa e no ateliê dele e também em um bar.

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