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Cinema

Paranaense em set carioca

Gil Baroni dirige e produz o making of do novo longa-metragem de Daniel Filho, Tempos de Paz, com previsão de estreia para 24 de junho

  • Annalice Del Vecchio
Gil Baroni (à esq.) e Daniel Filho conversam durante as filmagens de Tempos de Paz |
Gil Baroni (à esq.) e Daniel Filho conversam durante as filmagens de Tempos de Paz
 
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Paranaense em set carioca

O diretor e produtor Gil Baroni não se fez de rogado. Convidado para realizar o making of do novo longa-metragem de Daniel Filho, Tempos de Paz, passou dez dias inteiros, em novembro passado, com uma câmera HDD a tiracolo. “Gastei fita mesmo. Deixar a câmera sempre ligada me possibilitou registrar cada take”, diz o sócio da produtora paranaense WG7 junto com Mônica Rischbieter.

A estratégia foi necessária até mesmo pela dinâmica pouco usual de filmagem de Daniel Filho. “Ele é conhecido pelo take único. Ensaia, ensaia, mas, na hora de filmar, é dificílimo fazer mais de um take”, diz Baroni. De volta a Curitiba, com 50 horas de material bruto nas mãos, o produtor do filme Mystérios (ganhador de quatro prêmios no Cine PE de Recife no domingo, dia 3) penou: teve que enxugar tudo em 30 minutos.

Mas o on constante valeu a pena. O making of, que será incluído nos extras do DVD e poderá ser exibido em canais de televisão especializados como o Canal Brasil, inclui momentos de descontração nos bastidores. “Pude registrar, por exemplo, algumas conversas bem-humoradas de Dan Stulbach e Tony Ramos (leia quadro)”, conta Baroni, que levou até pito pelo excesso de momentos filmados.

Baroni procurou ser discreto para não atrapalhar as filmagens e produzir um material com ar documental. Mas nem sempre era possível dar uma de “mosca na parede”. “Os atores brincavam com a câmera, interagiam, foram super-receptivos. Foi muito emocionante ver dois atores como eles atuando”, diz o produtor, que apresenta hoje a versão final do making of para Daniel Filho.

Para finalizar o trabalho, ele usou outros “talentos da casa”: Lucas Cesário, da produtora Artelux, fez a montagem, e Cláudio Bittencourt, da Geserpol, finalizou o filme. Baroni alia às cenas do filme, sugeridas por Daniel Filho, imagens e entrevistas com o elenco e a equipe de filmagem. Tudo ao som da trilha instrumental feita para o longa-metragem pelo músico Egberto Gismonti. “Acompanhei a gravação da trilha com a regência do Gismonti e tive a honra de entrevistá-lo”, conta Baroni.

Outros projetos

O ritmo extremamente dinâmico do set de Tempos de Paz serviu como modelo para a produção, em fevereiro, do longa-metragem digital Minha Estação de Mar, adaptação dirigida por Fernando Severo para o conto “Os Meninos Crescem”, de Domingos Pellegrini.

“O filme foi feito com um orçamento baixíssimo, então, reduzi o tempo de filmagem de três semanas para dez dias”, conta. O road movie, sobre um menino que viaja para conhecer o mar, tem previsão de lançamento para o início de 2010.

Outro projeto da GW7 em fase de captação de recursos é o longa-metragem O Amor de Catarina e a Caixa de Sapatos, que terá direção de Baroni e Rischbieter. “É um filme sobre relacionamentos modernos que tem como ponto de partida uma pensão onde pessoas idosas assistem à novela mexicana O Amor de Catarina”, conta o produtor. O roteiro do filme foi um dos seis selecionados para participar da oficina Produire Au Sud, em Salvador, durante o Seminário Internacional de Cinema da Bahia, no ano passado.

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