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Arquitetura

Projetos discutem meios de melhorar vida na cidade

Ideias, expostas no Museu de Arte da UFPR, priorizam criação de espaços comuns e convergentes conectados com a sociedade

Um dos projetos que integra exposição do MusA transforma lago do Barigui em praia artifical | UFPR/Divulgação
Um dos projetos que integra exposição do MusA transforma lago do Barigui em praia artifical (Foto: UFPR/Divulgação)

Refletir e discutir a arquitetura como um mecanismo transformador da qualidade de vida na cidade foi o que moveu alunos e arquitetos profissionais a criarem os projetos que integram a exposição Arquitetura para Curitiba – Uma Mostra em Mutirão, em cartaz até o dia 9 de maio no Museu de Arte da UFPR (MusA).

A exposição reúne dez trabalhos, pensados a partir de uma iniciativa proposta pelo Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Federal. A ideia era fazer projetos que dessem uma “nova cara” a Curitiba: retirar dela o título de cidade cinza com a (re) criação de espaços comuns e convergentes conectados com a sociedade.

O resultado foi o nascimento de projetos críticos, que priorizam a interação dos cidadãos com espaços “mortos” e, sobretudo, com a natureza e com a arte.

“A ideia era mesmo pensar no que a gente poderia fazer pela cidade, mas mantendo a preocupação com as pessoas. Como ressignificar a vida destas pessoas que vivem na cidade, muitas vezes, inóspita?”, questiona a arquiteta Andréa Berriel, curadora da exposição e professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR.

Todos os trabalhos expostos foram articulados por dez escritórios de arquitetura da capital – relacionados por meio de um edital de chamamento público – com a colaboração de 50 alunos de universidades públicas e particulares de Curitiba. A concepção dos projetos foi voluntária, sendo que a UFPR só assumiu os custos de algumas das impressões que compõem a mostra.

Ideias

Visitar a exposição é passear por uma Curitiba repaginada e mais empolgante. Já imaginou uma praia no Parque Barigui? Lá você encontra. A proposta é do N8 Estúdio e cinco estudantes de arquitetura, que desenharam um equipamento sobre o lago para promover o contato das pessoas com a água, tornando o lago visível pelo lazer. Ao mesmo tempo, a “areia artificial”, retira sujeira da água por um sistema de filtragem natural.

Na mostra, a Travessa da Lapa ganha cara nova, com uma galeria de arte e espaços que convidam o transeunte à permanência. Uma proposta do Arquea Arquitetos e alunos que não muda, mas transforma. Há ainda projetos pensados para criar uma Curitiba mais sustentável, desde o uso de mobiliários bionergéticos até o aproveitamento de estruturas urbanas como espaços para a manutenção de hortas.

A mostra também contempla concepções que priorizam a participação popular na constituição da cidade e a requalificação do transporte público de Curitiba.

A maioria dos projetos expostos focam a região central da capital. Mas Andréa defende: “Ninguém perdeu a visão crítica do todo. Eles mostram a ideia em uma área, mas que poderia ser replicado por toda a cidade”, explica a professora.

Por mais interessantes que sejam, os trabalhos de Arquitetura para Curitiba – Uma Mostra em Mutirão não tiveram como meta principal a execução das ideias. Por isso, há um grande passo entre o que está nos desenhos e uma possível implantação.

“[Os projetos arquitetônicos] ainda são sementinhas. São estudos preliminares, claro, e que também dependem de um respaldo muito grande do poder público. Mas estamos esperançosos que eles progridam”, admite Andréa.

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