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Richard Serra expõe esculturas gigantescas de aço em Londres

Escultura "TTI London", de Richard Serra | Reuters
Escultura "TTI London", de Richard Serra (Foto: Reuters)

O escultor norte-americano Richard Serra vai expor suas gigantescas criações de aço em Londres pela primeira vez em 16 anos com uma exposição na Gagosian Gallery contendo três obras novas e uma série de desenhos.

A exposição, que ficará na galeria entre 4 de outubro e 20 de dezembro, levou dois anos para ser planejada e preparada, o que não surpreende em vista da escala das esculturas de aço. Cada uma delas pesa dezenas de toneladas, e os visitantes podem andar em volta delas e atravessá-las.

A primeira sala contém uma obra em duas partes chamada "TTI London" (2007), dois funis gigantes de aço cor de ferrugem com paredes espessas e curvas que se inclinam para dentro e para fora, contendo aberturas através das quais as pessoas podem contemplar a peça por dentro.

A obra seguinte é "Open Ended" (2007-08), um labirinto monolítico cinza e preto que, visto de um de seus lados, dá ao espectador a sensação de estar num estaleiro, pelo fato de a parede externa curvar-se no alto.

Dentro do labirinto há caminhos estreitos que provocam uma sensação de desorientação. A vista de cima da peça, conforme apresentada nas fotos promocionais, lembra as pétalas de uma flor.

A última escultura é "Fernando Pessoa" (2007-08), criada em homenagem ao poeta português.

Diferentemente das curvas e dos arcos que Serra costuma criar, essa obra é uma chapa sólida de aço que parece dividir o espaço em dois.

"Construímos este espaço com a esperança de algum dia podermos fazer uma exposição com Richard", disse Mark Francis, diretor da Gagosian Gallery. "Ele veio ver o espaço dois anos atrás para imaginar obras que pudessem funcionar aqui."

Num briefing para a imprensa, Serra, nascido em 1939, disse que seria difícil um artista novo fazer sucesso com o tipo de obra que ele cria, devido à escala delas e ao fato de muitas serem feitas para espaços públicos, o que as torna difíceis de vender.

"Meu trabalho não é movido pelo mercado", disse ele. "O que me interessa é a invenção da forma. O contexto tem a ver com o local, o contexto não é o mercado. Acho que isso é um problema para artistas que estejam começando hoje."

Para Mark Francis, o problema é apenas de escala.

"Em essência, Serra não é diferente de outros artistas. É mais difícil, apenas, porque ele trabalha em escala extrema", disse ele à Reuters. "Não é necessariamente possível ter uma obra dele em seu quintal suburbano."

"Fazemos exposições para exibir a obra dos artistas com quem trabalhamos", ele acrescentou. Richard Serra e o proprietário da galeria, Larry Gagosian, já fizeram várias colaborações no passado.

"É preciso expor as obras para que as pessoas as queiram."

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