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S.O.S – Mulheres ao Mar é sem graça

Fabíula Nascimento, Giovanna Antonelli e Thalita Carauta: releitura de chanchadas | Divulgação
Fabíula Nascimento, Giovanna Antonelli e Thalita Carauta: releitura de chanchadas (Foto: Divulgação)

Se na telenovela Em Família, os personagens de Reynaldo Gianecchini e Giovanna Antonelli, Cadu e Clara, formam um casal à beira de uma crise conjugal, na comédia romântica S.O.S – Mulheres ao Mar, que chega hoje aos cinemas, os dois vivem a promessa de um grande amor – e em alto-mar (veja o serviço completo no Guia Gazeta do Povo).

Muito semelhante a Meu Passado Me Condena, sucesso nos cinemas do ano passado, estrelado por Fábio Porchat, o longa-metragem de Cris D’Amato também lida com encontros e desencontros amorosos a bordo de um navio transatlântico, durante um cruzeiro pelo Mar Mediterrâneo.

O longa tem como personagem central a aspirante a escritora Adriana (Giovanna Antonelli), que atravessa um momento difícil em sua vida profissional e afetiva. Como não consegue publicar seus livros de autoajuda, sobrevive de fazer legendas em português para filmes pornôs. Para completar, o marido, Eduardo (Marcello Airoldi), decide se separar: está apaixonado por uma estrela fútil de tevê, Beatriz (Emanuelle Araújo), com quem fará o tal cruzeiro.

Como a viagem de Eduar­­­do e Beatriz é amplamente noticiada, Adriana, incentivada pela irmã Luíza (a paranaense Fabíula Nascimento, leia quadro nesta página), decide embarcar no mesmo navio, com o objetivo de reconquistar seu ex. Na "bagagem", ela acaba levando Luíza e a empregada Dialinda (Thalita Carauta, do programa Zorra Total), que têm a função de alívio cômico.

Menos engraçado do que Meu Passado Me Condena, que já não era grande coisa, S.O.S – Mulheres ao Mar tem como matriz uma fórmula tradicional, presente tanto nas comédias hollywoodianas dos anos 30 e 40 quanto na sua subversão brasileira, as chanchadas, que atingiram seu auge na década de 1950, em produções da empresa cinematográfica Atlântida.

Misturando comédia quase pastelão e romance, tomando como pano de fundo uma viagem por paisagens espetaculares, S.O.S – Mulheres ao Mar não peca em sua premissa. Grandes filmes foram feitos em torno do tema "vingança conjugal", como Núpcias de Escândalo, de George Cukor.

O problema do longa de Cris D’Amato é o roteiro, mais preocupado em fazer rir, do que em contar uma boa história de forma engraçada. Pouco ousado na forma, mais parece um episódio de uma série (bem mais ou menos) de televisão. GG

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