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Quadro com anotações de crítica feita ao vivo. | Divulgação
Quadro com anotações de crítica feita ao vivo.| Foto: Divulgação

Ela já ocupou imensos nacos dos jornais no século 20. Serviu como guia para o fim de semana e determinou o sucesso ou fracasso de um espetáculo.

Hoje, a crítica teatral encolheu ou sumiu dos jornais e revistas, mas floresce na internet e encontra novas fronteiras.

Prova disso é a forte presença dela em eventos do próximo Festival de Curitiba, a começar pela curiosa Crítica Performativa, que prevê a exposição pública do processo de trabalho de dois críticos ao longo de oito horas.

Com experiência nesse tipo de evento em São Paulo, Ruy Filho e Ana Carolina Marinho, da Revista Antropositivo, analisarão o espetáculos “La bête” no dia 28 de março. Num telão instalado no Memorial de Curitiba, o público poderá acompanhar a evolução do texto, com os frequentes cortes e correções típicos da escrita.

Ruy  Filho durante a “Crítica Performativa”.Divulgação

No dia 31, Ruy faz o mesmo com “Caranguejo overdrive”, mas com a possibilidade de incluir no texto sugestões de espectadores cadastrados. “A ideia é mostrar as fragilidades dessa atividade”, contou Ruy à Gazeta do Povo. “Que o leitor perceba nossas dificuldades e a necessidade de se voltar atrás, para acabar com o mito do crítico como super-homem.”

Falar com os artistas

Outra oportunidade para o público do festival acompanhar o trabalho da crítica ao vivo e interagir com ela serão os Encontros de Crítica, realizados ao final de alguns espetáculos (veja no quadro quais serão). Será uma conversa entre os artistas, espectadores e as críticas Luciana Romagnolli, Daniele Avila e convidados a partir do que foi acompanhado em cena.

Encontros com artistas também estão agendados para algumas tardes de bate-papo no Ave Lola Espaço de Criação: dia 26, com os veteranos Maria Alice Vergueiro e Renato Borghi; dia 27, com Thiago Lacerda, sobre suas produções de Shakespeare; dia 31, com Michele Moura, Cristian Duarte e Wagner Schwartz; e dia 3/4, com Silvero Pereira, Léo Gluck e César Almeida.

Debates

Dois eventos também colocarão críticos na roda. O debate Coleção Dramaturgia Cobogó reunirá, dia 25 de março, no Ave Lola, os autores de alguns dos livros da editora para falar do conteúdo abordado. Participam Marcio Abreu, diretor da Companhia Brasileira e curador do festival; o dramaturgo Pedro Kosovski, autor de “Caranguejo overdrive” e as críticas Luciana Romagnolli (Horizonte da Cena) e Daniele Avila (Revista Questão de Crítica).

No dia 2 de abril, o coletivo Agora Crítica Teatral também se reúne, no Goethe Institut, para debater as tendências da escrita sobre espetáculos. Num bate-papo sobre o diálogo possível e desejável entre artistas e crítica, participam profissionais de Curitiba e São Paulo e a diretora Ana Rosa Tezza, do grupo Ave Lola.

Saiba onde ver a “crítica ao vivo”

Crítica Performativa

Com Ruy Filho e Ana Carolina Marinho

Dias 28/3 (“La bête”) e 31/3 (“Caranguejo overdrive”). No Memorial de Curitiba.

Encontros de Crítica

Com Luciana Romagnolli, Daniele Avila e convidados. Nos teatros, logo após o término dos seguintes espetáculos:

“Fim de jogo” (dia 24/3, Estúdio Delírio)

“O confete da Índia” (dia 25/3, Casa Hoffmann)

“Eles não usam tênis naique” (dia 26/3, Sesc da Esquina)

“Caranguejo overdrive” (dia 29/3, Casa Hoffmann)

“Mamãe” (dia 29/3, Sesc da Esquina)

“Nuon” (dia 30/3, Ave Lola)

“Tebas land” (dia 30/3, Teatro da Reitoria)

“Grão da imagem: vaga carne” (dia 31/3, Paiol)

“Fole” (dia 1/4, Casa Hoffmann)

“Mó” (dia 1/4, Espaço Thá)

“Processo de conscerto do desejo” (dia 2/4, Teatro da Reitoria)

“Quem tem medo de travesti” (dia 2/4, Paiol)

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