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OPINIÃO

Terror da morte é uma das forças em peça da Armadilha

  • PorHelena Carnieri, repórter do Caderno G.
  • 31/08/2015 18:05
Cenário enfatiza o frio das relações em “Fantástico Coração...”. | Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação
Cenário enfatiza o frio das relações em “Fantástico Coração...”.| Foto: Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação

Duas forças opostas lutam pelo poder em “O Fantástico Coração Subterrâneo”, espetáculo que tem suas últimas apresentações de sábado (5) a terça-feira (8) no auditório do Museu Oscar Niemeyer.

Uma delas é o terror da morte, especialmente quando ela chega de uma hora para a outra. Isso é, no universo da peça da companhia Armadilha, o que move o homem.

A outra força é a vida pop, essa junção de música animada, boas tiradas e entretenimento que faz relaxar e pensar que a curtição é tudo que nos resta.

Entre elas, o espectador corre para um ou outro lado. Pode sucumbir à força do acaso/destino ou ouvir a trilha de “Flashdance” e se deleitar com a memória afetiva. Caso precise de algo mais concreto, estão ali as ótimas atuações, com destaque para Gabriel Gorosito, como um escritor confuso e disponível, e Tatiana Blum, no registro tragicômico fantástico.

PROGRAME-SE

O Fantástico Coração Subterrâneo

Museu Oscar Niemeyer (R. Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico), (41) 3350-4400. Sáb. a 3ª (exceto dia 1º) às 18h e 20h. Aos domingos também às 11h. Entrada franca. Mais informações no Guia.

Na encenação, o elemento que primeiro chama a atenção é o cenário (Sérgio Richter) de grandes proporções, em material metálico que enfatiza o que há de frio no texto. Potencializada pela luz de Nadja Naira e Wagner Corrêa, a estrutura serve de casa, mas não de aconchego – exceto para Chantal, a prostituta.

Nem realista nem declaradamente fantástico, o texto de Diego Fortes é um thriller – uma história que ele queria contar, como diz o programa. Uma família vivenciou uma tragédia aérea. O filhos sobreviventes tentam lidar, como podem, com o passado, e se envolvem em riscos desesperadamente. A desvinculação entre eles demora para se fazer sentir dada a divisão do espetáculo em pequenas cenas, mas enfim se revela o real conflito da trama. Meu reino por um abraço, pensa o espectador.

Apesar de representar um dos ganhos para a cidade trazidos pelo Núcleo de Dramaturgia do Sesi, onde foi finalizado, o texto de “Fantástico Coração Subterrâneo” tropeça no didatismo ao explicar o sentido da vida. Por outro lado, lágrimas ao meu redor fizeram ver que esse é um produto em falta no mercado.

Veja fotos do espetáculo aqui.

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