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Literatura

Tezza vence o Jabuti

O prêmio de melhor romance do ano para O Filho Eterno, do catarinense radicado em Curitiba, foi anunciado ontem à tarde pela Câmara Brasileira do Livro

Tezza: O Filho Eterno é “um livro de maturidade, que não mente nem faz média” | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Tezza: O Filho Eterno é “um livro de maturidade, que não mente nem faz média” (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)
Conheça os vencedores do prêmio Jabuti |

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Conheça os vencedores do prêmio Jabuti

São Paulo - A Câmara Brasileira do Livro (CBL) divulgou ontem os vencedores das 20 categorias do Prêmio Jabuti. O escritor e colunista da Gazeta do Povo Cristovão Tezza venceu a categoria de melhor romance do ano, por O Filho Eterno. O segundo lugar ficou com Bernardo Carvalho e O Sol Se Põe em São Paulo, seguido de Bia Bracher pelo livro Antônio.

Na categoria de livro-reportagem, o paranaense Laurentino Gomes ficou com o primeiro lugar pelo best seller histórico 1808, sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil.

Tezza, ao receber a notícia, falou sobre a boa acolhida do público ao romance, que marcou sua volta à editora Record no ano passado. "O livro pegou por conta da mistura de ficção com realidade. Faz o retrospecto de uma geração, aponta para as dificuldades de relação entre pai e filho e apresenta um painel dos últimos 30 anos de história do Brasil", diz. "Trata-se de um livro de maturidade, que não mente nem faz média."

Na categoria poesia, Ivan Junqueira ficou em primeiro com O Outro Lado, seguido por Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira (O Xadrez e as Palavras), e Paulo Henriques Britto (Tarde). Já na categoria de contos e crônicas, Vera do Val aparece no topo da lista, com Histórias do Rio Negro. A Prenda de Seu Damaso e Outros Contos, de Jorge Eduardo Pinto Hausen, ficou em segundo lugar e Fichas de Vitrola, de Jaime Prado Gouvêa, em terceiro.

Entre as reportagens, Laurentino Gomes e o 1808 foram seguidos por Eric Nepomuceno (O Massacre) e Carlos Dorneles (Bar Bodega: um Crime de Imprensa).

Os três vencedores entre as biografias foram Marco Antonio de Carvalho, com Rubem Braga: um Cigano Fazendeiro do Ar, José Murilo de Carvalho, com D. Pedro II, e Moacyr Scliar, com O Texto, ou: a Vida.

Projeção

Nascido em Lages, Santa Catarina, em 1952, Cristovão Tezza é um dos destaques da literatura brasileira atual desde o lançamento de seu primeiro livro, Trapo, publicado em 1988, obra que lhe deu projeção nacional.

Em O Filho Eterno, Tezza traduz com maestria as dificuldades e alegrias das pequenas vitórias na criação de um filho com síndrome de Down. Escritor premiado, ele recebeu Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional de melhor romance de 1998 por Breve Espaço entre Cor e Sombra.

Com O Fotógrafo, conquistou o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor romance do ano, em 2005, e o Prêmio Bravo! de melhor obra e ainda o Prêmio Petrobrás de Literatura pelo romance Aventuras Provisórias.

É autor ainda de Juliano Pavollini, A Suavidade do Vento, O Fantasma da Infância e Uma Noite em Curitiba.

Tezza sempre viveu entre Santa Catarina e o Paraná. Nasceu em Lages e se mudou para Curitiba com a família quando tinha 10 anos idade. Casou-se em 1977. Em Florianópolis, foi trabalhar como professor de Língua Portuguesa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Voltou a Curitiba em 1986 e leciona até hoje na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Fez na Universidade de São Paulo (USP) sua tese de doutorado, Entre a Prosa e a Poesia – Bakhtin e o Formalismo Russo, publicada em 2002 pela editora Rocco. Ainda na área acadêmica, escreveu livros didáticos em parceria com o lingüista Carlos Alberto Faraco: Prática de Texto e Oficina de Texto, ambos pela editora Vozes.

Mais Jabuti

Os melhores livros do ano nas categorias Ficção e Não-Ficção só serão conhecidos na cerimônia de entrega das estatuetas, no dia 31 de outubro, na Sala São Paulo. O Jabuti é o mais tradicional prêmio das letras nacionais, hoje em sua 50ª edição.

Na edição deste ano, a comissão julgadora analisou 2.141 obras. A premiação total do Jabuti 2008 é de R$ 120 mil, sendo que o primeiro lugar de cada uma das 20 categorias recebe R$ 3 mil. Os autores dos melhores livros do ano de Ficção e Não-Ficção recebem R$ 30 mil cada um.

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