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A trupe Jackass, comandada pelo pancada Johnny Knoxville, está de volta com "Vovô sem Vergonha", besteirol que explora mais uma vez o padrão xixi-cocô-bumbum de humor infantil. Neste novo longa, Knoxville está sob maquiagem pesada para interpretar um senhor de 86 anos que recebe a tarefa de levar seu neto ao pai vagabundo em outra cidade. Nesse percurso, ele descobre no neto um parceiro de travessuras e acaba se afeiçoando a ele (o carismático ator mirim Jackson Nicoll). Há momentos de graça, é claro, pois todos nós temos ainda algo da criança que fomos. Mas é um tipo de humor que, em geral, cansa e não se sustenta por mais de 30 minutos. A proposta formal é simples: filmar sempre como se a câmera estivesse escondida. Por esse motivo o humor parte também das reações dos figurantes aos absurdos que testemunham. É uma estratégia de grande apelo comercial, vide a força das pegadinhas na TV mundial. Algumas ideias são realmente boas --com destaque para aquela em que o vovô recebe a ajuda de motociclistas broncos protetores de crianças. Mas o desenvolvimento nem sempre é satisfatório. Essa ideia citada, por exemplo, prolonga-se desnecessariamente. O filme todo é assim, cheio de apêndices.

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