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Crise crescente: o ator Jon Hemm interpreta o misterioso e complexo Draper de forma sutil | Divulgação
Crise crescente: o ator Jon Hemm interpreta o misterioso e complexo Draper de forma sutil| Foto: Divulgação

Serviço

Mad Men

6ª temporada. EUA, 2012. 614 min (quatro discos). Classificação indicativa: 16 anos. Preço médio: R$ 99,90.

Mad Men

Box com as seis temporadas. 24 discos. Classificação indicativa: 16 anos. Preço médio: R$ 349,90.

A premiada série Mad Men, prestes a entrar em sua sétima e derradeira temporada, que estreia dia 13 de abril nos Estados Unidos, tem como pano de fundo a história norte-americana da segunda metade do século 20. Ao mesmo tempo, chega ao mercado brasileiro, em formato DVD, a sexta leva de episódios, também incluídas em uma caixa contendo os seis anos da produção.

À primeira vista, o protagonista, Donald Draper, quando a série se iniciou, era a encarnação do sonho americano. De origem humilde, viveu uma infância traumática, bastante explorada na sexta temporada, e sobreviveu à Segunda Guerra Mundial, em que foi combatente. Ao voltar do front, se reinventou. Usou sua inteligência e perspicácia ímpares, potencializadas por uma assumida, mas não desmedida ambição para, de atendente de loja, alcançar o cargo de diretor de criação de uma emergente agência de publicidade da Madison Avenue nos anos 1960.

Só que Draper, vivido por Jon Hemm, um ator sutil e que dá ao personagem a complexidade exigida pelo papel, não é um herói – pelo contrário. Ele esconde um grande segredo. Na guerra, trocou de identidade com um colega, de patente superior, morto em combate. É a forma que encontra para escapar ou negar – como se isso fosse possível – seu passado.

Retrato crítico, charmoso, mas sempre algo pessimista, da sociedade norte-americana dos anos 1960, agora chegando à década de 1970 – época de grandes transformações políticas e sociais, com a luta pelos direitos civis, o feminismo, a revolução sexual e o movimento hippie –, Mad Men é um dos grandes exemplos de como a televisão tem superado o cinema tanto em qualidade quanto em profundidade nas suas produções, em grandes séries como Breaking Bad, House of Cards e a mais recente True Detective.

Ao mesmo tempo em que usa de forma brilhante a história do país como pano de fundo, a série jamais recorre ao didatismo.

Vencedor de quatro prêmios Emmy consecutivos na categoria de melhor série dramática, Mad Men tem agora sua quinta temporada lançada no Brasil, ao mesmo tempo em que esta e as quatro anteriores chegam às lojas em um único box, com 20 discos. A primeira parte da sétima fornada de episódios estreia dia 13 de abril nos EUA e ainda não tem previsão para ser exibida no Brasil, pelo canal pago HBO. A parte 2 deverá ser exibida apenas em 2015.

Crise

Na recém-lançada sexta temporada, considerada inferior às anteriores, mas muito acima da média mesmo assim, Draper, consumido pelo alcoolismo, entra em profunda crise existencial, muito relacionada a seu passado com o qual ele sente a necessidade de fazer um ajuste de contas. O seu relacionamento com a segunda mulher, Megan (Jessica Paré), começa a ruir, e ele inicia um caso turbulento com uma vizinha casada, Sylvia Rosen (Linda Cardellini).

Enquanto isso, sua ex-mulher, Betty (January Jones), também enfrenta uma crise conjugal, e tem uma recaída com Don durante um fim de semana em que vão visitar os filhos em um acampamento de férias. Peggy, por sua vez, deixa de trabalhar na agência de seu mentor Draper e assume papel de comando em outro escritório de publicidade e percebe que o preço por ter alcançado um posto tão cobiçado, algo raro na época para um mulher, é bastante alto, e pode lhe custar a felicidade no âmbito pessoal.

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