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Leonardo DiCaprio e Michelle Williams: fantasmas do passado assombram Ilha do Medo | Divulgação
Leonardo DiCaprio e Michelle Williams: fantasmas do passado assombram Ilha do Medo| Foto: Divulgação

Berlim - O grande destaque do último fim de semana na 60.ª edição do Festival de Berlim, foi Ilha do Medo (Shutter’s Island), de Martin Scorsese, que retorna ao festival, onde em 2008 o documentário Shine a Light, sobre os Rolling stones, foi o título de abertura.

Exibido fora de competição, Ilha do Medo tem um elenco estelar, que inclui Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Emily Mortimer, Michelle Williams, Patrícia Clarkson e o ótimo Max Von Sydow.

O filme é um thriller psicológico adaptado do livro Paciente 67 , de Dennis Lehane, com roteiro de Laeta Kalogridis. Ambientada em 1954, a história segue Teddy Daniels (DiCaprio) que está investigando o sumiço de um assassino numa instituição para doentes mentais.

O desaparecimento aconteceu à noite e a guarda e os outros pacientes não viram nem ouviram nada. Desde o início, Daniels acha que pessoas de dentro estão envolvidas na trama e que o médico Cawley (Kingsley) condicionou seus pacientes para esconder a verdade. O mistério é aumentado porque a mulher de Daniels (Michelle Williams) foi morta por um incendiário Andrew Laeddis, um paciente da instituição que também desapareceu.

O filme marca a quarta parceria entre o cineasta e DiCaprio com quem já trabalhara antes em Gangues de Nova York (2002), O Aviador (2004) e Os infiltrados (2006).

Na coletiva realizada após o filme – da qual a Gazeta do Povo participou –, um bem humorado Scorsese falou sobre o filme, sua parceria com DiCaprio e as muitas influências em sua carreira. O ator também falou à reportagem. Leia os principais trechos.

O que o levou a mais uma vez escolher DiCaprio para o papel?

Martin Scorsese - DiCaprio e eu estamos sempre buscando novas maneiras de trabalhar juntos. Desde Gangues de Nova York, eu fico muito feliz todas as vezes que posso focalizar o grande talento dele.

Leonardo DiCaprio -- Qualquer ator pagaria para trabalhar com Scorsese. Ele ama o cinema e esses dez anos que trabalhamos juntos têm sido ótimos. Vemos muitas coisas da mesma maneira. Sempre procurarei trabalhar com ele, inclusive para aprender história do cinema.

O que contribuiu para conseguir compor um clima tão pesado no filme?

M.S. - Várias coisas, inclusive o próprio set. Ele foi construído em torno do que restava do antigo hospital. Você entrava lá e já sentia o ambiente de perturbação.

Qual o cerne da história?

M.S. - É um thriller cheio de pesadelos e terror. Uma semana depois de iniciadas as filmagens, eu percebi que estava diante das complicadíssimas sobreposições da história de Lehane que me pediam que fizesse quase três filmes ao mesmo tempo. Mas acho que o resultado é um triunfo do que poderia ser chamado "entretenimento pesado".

Uma marca em sua carreira é a memória do cinema. Quais os filmes que o guiaram desta vez?

M.S. - Muitos, talvez alguns eu nem perceba. Mas, para criar o clima de Ilha do Medo, certamente me inspirei em Sangue de Pantera (1942) A Morta Viva (43) e Fuga do Passado (47), de Jacques Tourneur (1904-1977). Esses filmes são referências permanentes, temos de usá-los sempre".

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