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Sting: sem dom para as rimas | Arquivo Gazeta do Povo
Sting: sem dom para as rimas| Foto: Arquivo Gazeta do Povo

Artistas brasileiros como Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Paulo Ricardo, o diretor de teatro curitibano Felipe Hirsch e a atriz Vera Zimmerman conferiram os shows na primeira noite do Tim Festival 2007, em São Paulo, na quinta-feira (25). Toni Platão, Cat Power and Dirty Delta Blues e Antony and the Johnsons com suas vozes poderosas foram as atrações. O fiasco da estréia de Cat Power no Brasil ficou mesmo no passado. Primeira atração internacional a se apresentar na edição 2007 do Tim Festival, na noite desta quinta (25), em São Paulo, Chan Marshall soltou a voz no Auditório Ibirapuera, e cresceu. Pois o novo show da musa indie não lembrou em nada a controversa apresentação de seis anos atrás, marcada por inúmeras interrupções e presença de palco zero.

Acompanhada pela banda The Dirty Delta Blues, formada por feras como o guitarrista Judah Bauer (do Blues Explosion), o tecladista Gregg Foreman (do Delta 72), o baixista Erik Paparazzi (da Lizard Music) e o baterista Jim White (do Dirty Three), Cat Power arriscou passinhos de dança, agradeceu em português e presenteou o público com um punhado de covers.

"Don't explain", conhecida na voz da cantora Billie Holiday, foi escolhida para abrir a apresentação, seguida da faixa-título de seu mais recente álbum, "The greatest", considerado um dos melhores de sua carreira. De seu novo trabalho a artista apresentou também "Could we" e "Lived in bars", entre outras canções que cruzam fronteiras entre o soul e o blues.Longe das drogas e do álcool, Cat Power estava muito mais segura, mostrando domínio total de palco. Algumas versões de canções antigas ganharam interpretações instigantes – caso de "Lost someone", imortalizada por James Brown. Alguns desses covers presentes no set list – como "Lord help the poor and needy", de Jessie Mae Hemphill - serão lançados no próximo álbum da cantora, programado para sair no início do ano que vem.

O inglês Antony Hegarty aproveitou a apresentação no Auditório Ibirapuera para mostrar o senso de humor e as ótimas interpretações que se escondem por trás de sua persona exótica. Ao vivo, chamam atenção os arranjos delicados e a habilidade do músico com sua voz.

Sentado ao piano de cauda, Antony tocou acompanhado de baixo, violão, violino e celo. "Nem acredito que estou no Brasil", comemorou o músico, que não hesitava em recomeçar uma canção quando a performance não ficava do seu agrado.

"Desculpe, estou empolgado com os garotos brasileiros", brincou, ensaiando os primeiros versos de "For today I am a boy", música de seu segundo álbum, "I am a bird now". Sucessor de "Antony and The Johnsons", o disco versa sobre temas que remetem a infância e questionamentos quanto à sexualidade.

Depois de "One dove", dedicada a Cat Power - "minha heroína" - a banda engatou um dos momentos mais improváveis da apresentação com uma versão melancólica – como todo o restante do repertório - de "I will survive", hit da era disco na voz da cantora Gloria Gaynor.A abertura dos shows, às 20h30, ficou por conta do carioca Toni Platão. Conhecido por seu trabalho à frente da banda Hojerizah, ativa nos anos 80, o cantor, coincidentemente, fez um apanhado de versões.

"The man who sold the world", de David Bowie, e "Venus in furs", do Velvet Underground, apareceram no set list – assim como um cover de "Louras geladas", sucesso do RPM.

Nenhum dos três artistas vão participar da edição curitibana do Tim Festival.

Saiba mais sobre o evento no Blog especial do Globo.com

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