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"Figura Feminina Sentada", da década de 1940: figurativo |
"Figura Feminina Sentada", da década de 1940: figurativo| Foto:

O Museu Oscar Niemeyer é o ponto inicial da exposição retrospectiva Yolanda Mohalyi – No Tempo das Bienais, com 75 obras, entre aquarelas, pinturas e desenhos produzidos pela artista húngara (1909-1978) naturalizada brasileira Yolanda Mohalyi, entre as décadas de 1930 e 1970.

Quando abrir a mostra hoje, às 11 horas, a instituição recebe presentes inestimáveis: dez estudos de ateliê, sendo que seis deles estarão expostos com o restante das obras. A doação será feita pelo casal alemão Barbara e Jürgen Bartzsch, detentor dos direitos da obra de Yolanda, e que estará presentes na cerimônia de inauguração.

Os dois foram vizinhos de Yolanda e seu marido, Gabriel Mohalyi, também húngaro, por 30 anos, em um bairro paulistano. "Ficaram muito amigos e, como o casal não teve filhos, se tornaram os procuradores da família da artista no Brasil e de seu espólio", conta a curadora Maria Alice Milliet.

Parte do acervo da artista também já foi doado para o Museu de Arte Contemporânea da USP, a Fundação Nemirovski e a Pinacoteca do Estado de São Paulo – próxima parada da exposição, em 2009, ano do aniversário de 100 anos da artista.

A artista, nascida na região da Transilvânia (hoje território da Romênia), veio ao Brasil aos 22 anos para se casar com Gabriel, engenheiro químico que chegou antes a São Paulo para tentar a vida. Formada pela Real Academia de Budapeste, Yolanda logo se ligou aos modernistas. Em pouco tempo, conheceu o pintor Lasar Segall, com quem se identificou.

Maria Alice propõe, nesta mostra, um resgate da obra dessa artista que teve grande renome entre as décadas de 1960 e 1960. "O grande salto dela vai ser depois dos anos 1950, com as bienais de São Paulo, em que foi passando gradativamente para a abstração", diz.

A curadora lembra que, em 1978, houve uma mostra retrospectiva da artista no Museu de Arte Moderna de São Paulo, mas após sua morte, em 1978, poucas vezes se viu reunido um lote expressivo de suas obras. "Achamos que já era tempo de retomar sua trajetória e mostrar sua importância", conta.

A mostra é uma espécie de panorama, com destaque para a produção das últimas duas décadas da artista, época em que aderiu ao abstracionismo informal. A curadora explica que Yolanda está entre os artistas mais importantes do expressionismo não-geométrico no Brasil, juntamente com Iberê Camargo, Arcângelo Ianelli e Tomie Ohtake.

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