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Trump entra no jogo e agita corrida presidencial no Brasil

O encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump colocou os Estados Unidos no centro da disputa presidencial brasileira de 2026. Segundo aliados, Flávio pretende usar a aproximação com Trump para recuperar força política. E, além disso, reforçar a conexão entre o bolsonarismo e a direita conservadora internacional. Ao mesmo tempo, o grupo avalia que uma imagem ao lado do presidente americano pode impulsionar a campanha, ampliar apoio entre eleitores conservadores e, consequentemente, aumentar a pressão sobre adversários políticos no Brasil.

Enquanto isso, críticos da articulação enxergam um movimento arriscado e, portanto, acusam o bolsonarismo de tentar internacionalizar a eleição brasileira. Ainda assim, aliados de Flávio argumentam que a aproximação com Trump fortalece o discurso de oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e, sobretudo, cria um fato político de grande impacto às vésperas da corrida eleitoral. Além disso, o encontro ocorre em meio ao avanço da polarização política e, dessa maneira, reforça a expectativa de uma campanha ainda mais dura, mais ideológica e também mais influenciada pelo cenário internacional.

Pré-campanha de Flávio oficializa novos nomes do marketing

A coordenação da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República informou ter oficializado o nome do publicitário Eduardo Fischer como consultor estratégico de comunicação. Ele havia sido escolhido na semana passada para preencher a vaga deixada após a saída de Marcello Lopes, o Marcelão.

Fischer mora no Uruguai e veio ao Brasil para uma série de reuniões em Brasília com o comitê de campanha. Além do publicitário, a equipe de comunicação terá seu sócio, Alexandre Oltramari, com a responsabilidade de montar uma equipe de marketing. Oltramari já trabalhou com Marconi Perillo e com a ex-ministra do Planejamento e Orçamento de Lula, Simone Tebet.

Zema sobe o tom e compara aliados de Vorcaro a “gambá”

O pré-candidato à Presidência Romeu Zema intensificou os ataques contra Flávio Bolsonaro após a crise envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Durante agenda em São Paulo, Zema afirmou que “gambá cheira a gambá” ao comentar aproximações políticas com Vorcaro e, além disso, classificou o banqueiro como “bandido”. Ao mesmo tempo, o ex-governador declarou que a proximidade entre políticos e empresários investigados compromete a credibilidade da direita e, consequentemente, amplia o desgaste eleitoral do grupo conservador.

Além disso, Zema afirmou que o escândalo pode facilitar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e, portanto, enfraquecer a oposição em 2026. Segundo ele, pesquisas recentes já mostram impacto negativo sobre Flávio Bolsonaro e, dessa maneira, parte do eleitorado conservador começaria a migrar de posição. Enquanto isso, aliados do senador acusam Zema de explorar politicamente a crise, porém o mineiro manteve as críticas e reforçou que considera “imperdoável” a relação entre Flávio e Vorcaro.

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