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Tatiana Pimenta, CEO da Vittude.
Tatiana Pimenta, CEO da Vittude.| Foto: Juliana Frug
  • Por Vittude
  • 23/06/2021 13:32

Não é de hoje que o tema de saúde mental está em evidência e desperta a atenção dos principais líderes empresariais do Brasil. Não tratar, de forma precoce, quadros como ansiedade e depressão no ambiente de trabalho já representava um desperdício de mais de R$200 bilhões às organizações brasileiras em 2019, aponta estudo feito pela London School of Economics and Political Science.

A chegada da pandemia do novo coronavírus fez a situação piorar drasticamente. De acordo com dados da Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, mais de 576 mil brasileiros foram afastados do trabalho em 2020 devido a transtornos mentais e comportamentais. Este número representa uma alta de 26% em relação ao registrado em 2019.

Os números de 2020 são os maiores da série histórica iniciada em 2006, com um crescimento intenso nunca visto pelo governo até então. A necessidade do isolamento social, o medo, a incerteza e a marca assustadora de 500 mil mortes corroboram para a gravidade do cenário. Soma-se a isso a hiperconexão, o excesso de vídeo chamadas e jornadas de trabalho exaustivas.

Com dados tão alarmantes, tornou-se urgente e estratégico, para a maioria das empresas, buscar soluções para reduzir os danos emocionais e psíquicos ampliados pela Covid-19. E quem largou na frente já colhe resultados significativos.

A saúde mental do time entrou na pauta da diretoria

Os gestores de RH já estão cansados de saber que afastamentos fazem o FAP (Fator Acidentário de Prevenção) crescer e que isto significa custo de volta para a organização. Mas não é apenas esse custo que está na mesa.

O desengajamento, o presenteísmo, a baixa produtividade e o alto turnover têm onerado cada vez mais as linhas de despesas. Por outro lado, empresas que apostaram em programas de saúde mental e bem-estar já conseguem comprovar ROI de 3 a 8 vezes o valor investido.

De olho na possibilidade de reduzir custos com afastamentos, absenteísmo e internações psiquiátricas, mas também aumentar o valor da marca empregadora, garantir um bom clima organizacional e manter a competitividade na atração e retenção de talentos, Aliás, a capacitação da alta gestão para manejar o tema de forma assertiva também ganhou prioridade.

Empresas como Grupo Boticário, Lojas Renner, Panvel, Sky, Saint-Gobain, Olist, RD Station e Warren apostaram em projetos de saúde mental e bem-estar e já colhem frutos.

De acordo com o médico Osmar Bonacina, gerente de saúde corporativa das Lojas Renner, o cuidado com o bem-estar das pessoas já era uma prática do grupo muito antes da pandemia. No entanto, de olho na capacitação dos líderes, a empresa incluiu novas trilhas de educação emocional no escopo da Universidade Renner, entre elas a segurança psicológica.

No Olist, startup curitibana que promove a digitalização de pequenos lojistas, o benefício de psicoterapia online já é um dos mais utilizados e apreciados pelos olisters, afirma Melissa Guimarães, CHRO da empresa. Segundo ela,

“O impacto emocional da pandemia é fato. E mais do que nunca as pessoas precisaram aprender a olhar pra dentro e cuidarem de si. Percebemos que as pessoas estavam sofrendo caladas e quisemos colaborar para  que esse impacto fosse um pouco mitigado de forma profissional. Dentre  diversas ações que implementamos, uma delas foi conceder o benefício de terapia on-line, facilitando o acesso a muitas pessoas que sem esse incentivo provavelmente não acessariam por vias próprias. Estimulamos o uso do benefício, entendendo que, juntamente com as outras ações voltadas à liderança, ao acolhimento e à escuta ativa, isso teria um impacto positivo para as pessoas, fazendo-as perceber que a empresa se importa genuinamente com elas. Prova disso é a evolução do nosso eNPS quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Em junho  de 2020 nosso índice foi de 80 e em abril deste ano alcançamos 82 pontos, tendo na amostra 50% a mais no nosso quadro de colaboradores.”

Melissa Guimarães, CHRO do Olist.
Melissa Guimarães, CHRO do Olist.

Já Renata Simioni, gerente de saúde corporativa do Grupo Boticário, afirma que a aposta nos projetos de saúde mental trouxe ao grupo um ROI de 2,4x o valor investido.

No vídeo abaixo Renata conta um pouco sobre a metodologia sentinela, iniciada bem antes de todo esse contexto de pandemia.

Dra. Renata Simioni fala sobre os programas de saúde mental do Grupo Boticário no evento Cubo Mental Health Day promovido pela Vittude em 2020

Comece pequeno, mas comece rápido

Para empresas que ainda não começaram um trabalho mais estruturado de saúde mental, a dica é: comece o quanto antes. Ações educativas como rodas de conversa online e momentos de acolhimento a perdas e luto podem fazer a diferença. As pessoas estão sofrendo e precisam de ajuda agora.

Comece pequeno, mas não deixe de levar o assunto para o nível estratégico. Estruturar um programa de saúde mental e bem-estar passou a ser urgente e necessário, principalmente para o employer branding e a retenção de talentos. Sem contar na redução de custos com saúde, faltas, afastamentos e internações.

Em um mundo onde a transformação digital avança a passos largos, o ativo mais importante da maioria das empresas é a mente saudável dos colaboradores. E, em um cenário onde temos escassez de pessoas desenvolvedoras de software, garantir que as pessoas estejam felizes e saudáveis é crucial.

Com a liquidez dos salários, impulsionada pelo home office, garantir um bom pacote de remuneração e benefícios passa a ser obrigatório. E os benefícios de saúde mental e bem-estar estão no topo da lista dos mais desejados pelos colaboradores, inclusive para seus dependentes legais e familiares.

É nesse contexto que a Vittude, empresa referência em psicologia online e educação emocional, tem ajudado mais de 150 empresas brasileiras, levando terapia online de qualidade para mais de 450 mil colaboradores e capacitando líderes ao redor no Brasil e exterior.

“Eu tive depressão em 2012 e aprendi muita coisa durante este período. Precisei de ajuda médica e terapia, para lidar com a doença. Na época tive muita dificuldade para acessar um bom profissional de psicologia, mesmo possuindo um plano de saúde à minha disposição. Entendi, com o meu processo de adoecimento, o quanto um transtorno mental pode comprometer nossa capacidade produtiva, nossas funções cognitivas e de fato incapacitar. Os desafios na busca por ajuda acabaram servindo de gatilho para a fundação da empresa em 2016”, afirma Tatiana Pimenta, CEO da Vittude.

Para as empresas, atuar de forma preventiva, evitando que o adoecimento se agrave, oferecendo condições para que as pessoas aprendam a gerir o estresse diário e conheçam as próprias emoções, é uma grande vantagem competitiva e pode significar a diferença entre sucesso e fracasso no futuro, conclui a executiva.

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