Secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.
Secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.| Foto: LineuFilho / Tribuna do Paraná

Os dois dias de fila e aglomeração para receber a vacina da Covid-19 no centro de eventos no Parque Barigui, em Curitiba, foram causados por fake news, disse a secretária municipal da saúde, Márcia Huçulak, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (29). Agora, a pasta pretende descentralizar o atendimento.

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“A primeira fake news dizia que a vacinação estava livre para todos os profissionais da saúde e a segunda é de que a vacina acabaria hoje [sexta-feira]. Temos vacina suficiente para todos do grupo. Não temos, por enquanto, para outros grupos prioritários. Mas para esse grupo [profissionais de saúde], temos vacina suficiente”, explicou a secretária.

Mais cedo, à reportagem, uma técnica de enfermagem que aguardava na fila para ser vacinada no Parque Barigui havia dito que foi ao Barigui porque o próprio hospital onde ela trabalha tinha dito que a vacinação estava liberada. A secretária disse nesta sexta que os hospitais cometeram um grande equívoco. “Funcionou muito bem na segunda, na terça. O problema foi a partir de ontem, [com] as fake news que rolaram na cidade. Tivemos que desmentir, dizer aos hospitais que estavam mandando todo mundo que a vacina não estava liberada”, revelou.

A secretária de saúde Márcia Huçulak disse ainda que a listagem de profissionais, que chegou em cima da hora, atrapalhou o processo de cadastramento de quem seria vacinado. “Conversamos com os hospitais e pedimos há mais de 20 dias a lista de profissionais que receberiam a vacina. Recebemos muito em cima da hora, muitas listas com nome, sem data de nascimento, CPF. Devolvemos para o hospital corrigir as informações. Quando tem o cadastro certo e a pessoa usa o aplicativo, a vacina demora cinco minutos”, defendeu.

A confiança com a listagem repassada pelos hospitais também foi um ponto comentado pela secretária durante a coletiva. Com a chegada das primeiras doses, a maior preocupação da prefeitura era de vacinar todos que trabalhavam na linha de frente. “Teve um hospital que mandou uma lista com 2 mil médicos para vacinar. E a gente sabia que eles não tinham uma equipe dessas, pedimos para rever. Essa é a nossa preocupação”.

Como só é vacinado quem está na lista dos hospitais, as equipes estão sendo muito pressionadas. “Não adianta ir quem não está na lista. Vamos cumprir com o plano de vacinação”, reiterou a secretária.

Prefeitura irá descentralizar a vacinação

Com o aprendizado e aglomeração por dois dias seguidos na fila da vacinação, a prefeitura resolveu partir para uma nova estratégia. Parte da vacinação será descentralizada e dois prontos-socorros da cidade, mais os hospitais Cajuru, Trabalhador e Pequeno Príncipe terão seus profissionais vacinados no local.

Para os próximos grupos [após a vacinação dos profissionais da saúde], o objetivo é manter o pavilhão do Barigui como ponto principal, mas descentralizar a imunização em outros pontos da cidade. “Com o volume ainda é muito grande nas unidades de saúde, mais adiante, quando formos vacinar mais pessoas, a gente pode começar a descentralizar. As pessoas vão começar a receber mais o imunizante e vamos criando outros pontos de vacinação até fechar o Parque Barigui”, explicou a superintendente executiva da Saúde Beatriz Batistella.

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