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inquérito

Capitania dos Portos vai investigar morte no ferryboat entre Matinhos e Guaratuba

O corpo da vítima foi encontrado por um pescador no início da tarde de sábado

  • Angieli Maros
 | Letícia Akemi/Gazeta do Povo
Letícia Akemi/Gazeta do Povo
 
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A Capitania dos Portos do Paraná vai investigar a morte de um homem de 62 anos durante travessia no ferryboat que liga Matinhos a Guaratuba, no Litoral do Paraná, na madrugada deste sábado (10). Depois de entrar na balsa, o idoso desceu do carro e não foi mais visto pela família, que saiu de Curitiba para passar o feriado de carnaval nas praias. O corpo da vítima foi encontrado por um pescador no início da tarde de sábado.

Em nota, a Capitania disse que o prazo para a conclusão do inquérito é de 90 dias. O órgão reforçou que “as balsas que realizam a travessia de Guaratuba são fiscalizadas e atendem todos os requisitos de segurança para a atividade”.

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No entanto, a reportagem ouviu algumas reclamações de usuários neste sábado. A cobradora Neia Martins, 33, que estava em uma das balsas, afirmou que algumas medidas são necessárias para evitar possíveis acidentes. Na opinião dela, as embarcações deveriam ter, principalmente, balaústres mais altos na parte superior das barcas, para onde muitos passageiros vão durante a travessia. “Tinha que ser mais alta essa cerquinha. Claro que eu acredito que o que aconteceu ontem foi mais uma fatalidade, mas realmente, para idosos isso aqui não é seguro. Se eles perdem o equilíbrio, cai fácil para o mar”, ressalta.

A dona de casa Rosi Mari Issa, de 66, fez a mesma observação. “Eu vejo essas pessoas coladas aqui e não acho que é tão seguro. Se fosse mais alto seria bom. Imagina se uma criança se pendurando aqui. Não iria dar coisa boa”, avalia a dona de casa.

No site da Travessia de Guaratuba, concessionária responsável pelo ferryboat, a empresa afirma que durante o percurso os passageiros devem permanecer fora dos veículos, em local apropriado, sentados ou em pé, sendo que “nenhuma pessoa poderá viajar na borda, na balaustrada ou em qualquer outro local da embarcação que não ofereça a segurança adequada”. Contudo, o que a reportagem constatou neste sábado é que não há quem fiscalize de perto se todas essas normas estão sendo cumpridas. Tanto que, nas viagens em que a equipe esteve presente, houve quem ficasse dentro do carro e quem se aproximasse demais das bordas das balsas.

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Procurado no Serviço de Atendimento ao Usuário, nenhum membro da administração da travessia foi encontrado. Ninguém atendeu também no telefone disponível no site da empresa.

Além de assegurar a normalidade dos padrões de segurança das barcas, a Capitania dos Portos afirmou que sempre faz ações de fiscalização para garantir a segurança da navegação e a salvaguarda da vida humana no mar. A Capitania disse ainda que auxiliou nas buscas pelo idoso e lamentou a tragédia.

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