
Curitiba consolidou em 2026 um setor gastronômico maduro, com cerca de 13 mil negócios que movimentam a economia local. Impulsionado por um público exigente e pela descentralização para os bairros, o mercado cresce 3% ao ano e se tornou um celeiro para a expansão de franquias nacionais.
Por que a cidade é considerada um laboratório para o mercado nacional?
O consumidor curitibano tem a fama de ser muito crítico e exigente. Isso faz com que empresas usem a capital como um local de testes para novos produtos e serviços antes de levá-los para o resto do país. Se um restaurante ou produto passa pelo crivo do público daqui, as chances de sucesso no mercado nacional são muito maiores, o que atrai investidores e novas marcas constantemente.
Quem foram os pioneiros da alta gastronomia na capital paranaense?
O movimento de valorização da culinária começou forte na década de 1990. O chef Celso Freire é apontado como um dos grandes desbravadores, trazendo o conceito de alta gastronomia com o restaurante Boulevard. Ele ajudou a educar o mercado local sobre a importância da variedade de ingredientes, do cuidado na apresentação dos pratos e de detalhes técnicos, como o serviço correto de vinhos.
Onde estão surgindo os novos polos de alimentação da cidade?
O cenário atual mostra uma forte descentralização. Se antes o lazer se concentrava em regiões como Batel e Santa Felicidade, hoje os bairros residenciais ganharam vida própria com polos gastronômicos locais. Um exemplo é a Rua Prudente de Moraes, que se transformou em um eixo de desenvolvimento urbano e revitalização social, aproximando as opções de lazer do cotidiano dos moradores.
Como marcas locais estão conseguindo ganhar o Brasil?
Curitiba deixou de ser apenas um lugar de teste para se tornar um solo fértil de criação. O modelo de negócio desenvolvido aqui foca em branding forte e operações eficientes. Casos como o Janela Bar, The Coffee e Mais1 Café mostram que as marcas nascidas na capital precisam ter conceitos muito bem definidos e entregar experiências diferenciadas para sobreviver e, posteriormente, escalar por meio de franquias.
Qual é a principal característica da identidade gastronômica atual?
A identidade curitibana é fruto de uma mistura de povos e da valorização de raízes locais, como o uso do pinhão e o apoio ao pequeno produtor regional. Mais do que apenas comer, o cliente atual busca conexão com a história do lugar e narrativas autênticas. Restaurantes tradicionais, como o bar Stuart, estão se renovando para atender jovens que querem viver experiências em espaços com memória afetiva.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.









