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Lista de falecimentos - 09/10/2015

Eriston Cristian Cavalheiro: o advogado beneficente

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

O senso de justiça guiou a vida de Eriston Cristian Cavalheiro para a advocacia. Formado pela Universidade Federal do Paraná em 2010, ele amava o que fazia. Era na profissão que podia fazer o que mais gostava: ajudar. A atenção dispensada a todos os clientes o transformava em mais do que um simples advogado. No fim, tornavam-se amigos. Em diversos casos, atuou sem cobrar nenhum honorário, sempre movido pelo desejo de fazer justiça. Também era uma forma de agradecer ao mundo pela sua formação. Dizia sempre que tinha de retribuir à sociedade por ter estudado em uma universidade pública.

O ofício lhe proporcionava muitas horas de leitura. Para ele, ler sobre Direito era um grande prazer e não uma obrigação. Dono de um acervo invejável - não só para advogados - ele não se aguentava ao entrar em uma livraria. Normalmente, comprava vários títulos.

A tese que Eriston estava preparando para tentar o mestrado faziam com que os livros tomassem ainda mais parte do seu tempo e da casa. Quando não estava em meio aos livros técnicos, gostava de ler textos de Gabriel García Marquez e vinha cada vez mais se apaixonando pela série O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Além da literatura, Eriston também amava música e cinema. A banda irlandesa U2 e a Banda do Mar estavam entre suas favoritas. Tocar violão sempre que podia. No audiovisual, era mais cult. Adorava filmes como “O carteiro e o poeta”, de Michael Radford, e os do espanhol Pedro Almodóvar.

Morava com a esposa Fabiana e os gatos Jade e Habib. O amor que tinha pela esposa fez também nascer o amor pelos gatinhos. Eriston nunca pensou em ter animais de estimação, mas Fabiana sempre os quis. Levaram quatro bichanos abandonados para casa quatro -- dois ficaram com a mãe Luzinete. Jade e Habib ganhavam muita atenção do curitibano.

Considerado cativante, Eriston fazia boas amizades em poucos minutos de conversa . Foi assim que conheceu Fabiana, em 2011. Tinha uma relação de muita proximidade, cumplicidade e carinho. com a esposa “Só de olhar um para o outro a gente sabia o que se passava. Era uma conexão muito forte e que as vezes não precisava de palavras”, conta a esposa.

O advogado era também um homem vaidoso. Gostava de sempre estar arrumado e principalmente comprar boas roupas. A vaidade refletia nas fotografias. Eriston amava registrar momentos, sempre com ele e com os muitos amigos. Fazia inúmeras selfies quase todos os dias, era como gostava de se mostrar seu sorriso. O sorriso, aliás, era uma das suas características mais marcantes. “Era um sorriso, além de bonito, tranquilizador. Não precisava dizer nada para acalmar as pessoas, apenas sorrir”, conta Fabiana.

Era um homem de fala calma, mas muito bom de papo. Gostava de conversar e fazer novos amigos por onde passava. Também era conhecido por saber escolher muito bem as palavras, principalmente nos momentos mais delicados. Eriston estava com dores nas costas há algum tempo. Foi internado para tratar de uma inflamação na região da coluna, o quadro se agravou e o curitibano não resistiu. Deixa os pais Davino e Luzinete, a esposa Fabiana, a irmã Thalita e muitos amigos.

Lista de falecimentos - 09/10/2015

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