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Lista de falecimentos - 15/05/2015

Ilze Acra: a alegria, as boas amizades, os cães e os paninhos de prato

 | Arquivo da família/
(Foto: Arquivo da família/)

Pode-se definir Ilze Acra como uma pessoa festiva. Sempre com um sorriso no rosto, espalhava seu espírito alegre por onde passava. A paranaense, natural de Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, dedicou a sua vida ao cuidado da casa e à criação dos dois filhos.

Ainda jovem, veio para Curitiba em busca de novas oportunidades. Pela sua boa aparência, iniciou uma carreira como aeromoça, profissão que atualmente é denominada como comissária de bordo. O exercício dessa função durou pouco, pois logo conheceu Luiz Carlos, seu futuro marido. Por amor, resolveu firmar seus pés no chão e desistiu da carreira na aviação. A união foi formalizada em meados da década de 1950. Fortalecida todos os dias, foram 60 anos de casamento.

Sempre muito unido, o casal garantiu boas amizades. Quando jovens, costumavam ir ao Clube Literário, no Portão, todos os fins de semana para jogar boliche com os amigos. Com o passar dos anos, o hábito de ir ao clube foi sendo deixado de lado, mas isso não ocorreu com relação à proximidade com os amigos. Churrascos e jantares sempre eram organizados por dona Ilze e Luiz. Eram ótimas oportunidades encontrar as velhas amizades. Muito querida e educada com a vizinhança, era frequente o hábito de dona Ilze de receber as vizinhas em sua casa para o café da tarde e um bom papo.

Tinha uma ótima mão para a cozinha e produzia pratos diferenciados com muita facilidade. Por ser casada com um descendente de sírios, aprendeu a cozinhar variedades de pratos típicos para o marido. Também deixava seu toque brasileiro no cardápio da família e preparava deliciosos pães de queijo. Gostava de receber suas visitas sempre com uma bom quitute.

Os dois filhos, Luiz Antonio e José Carlos, eram suas grandes paixões. Muito dedicada e cuidadosa, estabeleceu uma relação de cumplicidade com seus meninos. Quando os dois organizavam festas e churrascos, ela sempre estava presente. Tornou-se próxima também dos amigos dos filhos. Era nesse clima de festa que gostava de viver. “Era uma moleca, sempre festeira e sempre sorridente”, conta o filho José Carlos.

Com os dois já adultos, o programa mudou, mas a proximidade seguiu a mesma. Organizavam jogos de baralho quase todos os fins de semana, dos quais participavam os pais, os dois filhos e os amigos. As partidas rendiam boas risadas e, normalmente, seguiam noite adentro.

Durante os anos 1990, ela descobriu um novo hobby: pintar panos de prato. De lá para cá produziu diversos conjuntos de paninhos, os quais quase sempre eram dados de presente aos familiares ou amigos. Aprendeu a pintar sozinha e desenvolveu sua técnica de produção com a prática.

Os cachorros recebiam boa parte do amor de dona Ilze. Durante seus 79 anos, teve muitos animais de estimação, dos quais cuidou com muito carinho. Seu último companheiro foi Jango, um cão com pelagem malhada e de grande porte. Apesar do tamanho, o cão se derretia em carinhos por ela. A paranaense tinha verdadeira paixão por seu grande companheiro. O cachorro faleceu no ano passado, deixando um vazio na vida de dona Ilze.

Sempre muito ativa, fez suas atividades normais durante toda a manhã do dia 2 de maio. A tarde foi internada com dores no peito. Já estava no hospital quando teve um ataque cardíaco fulminante e não resistiu. Deixa o marido Luiz Carlos, e os dois filhos, Luiz Antonio e José Carlos.

Lista de falecimentos - 15/05/2015

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