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Lista de Falecimentos - 28/09/2015

Joaquim Agner Machado: o amor de Evelcy

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

A foto ilustrando este texto é uma raridade. Joaquim Agner Machado, o fotografado, quase não possuía imagens sozinho. É sua vida de companheirismo com a esposa Evelcy Monteiro Machado que se reflete nessa ausência de fotografias individuais. Em uma relação que vai muito além dos momentos congelados.

O relacionamento harmonioso de Joaquim com Evelcy começou há mais de 40 anos, quando os dois se conheceram em um baile de universitários. A data, que também era o aniversário de 20 anos da moça, ficou marcada como um dia muito especial na vida de ambos. Começando por aquele, passaram a comemorar todo dia 21 de cada mês que estiveram juntos.

Natural de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, Joaquim se formou no curso de Engenharia Civil da UFPR, em Curitiba. Foi ali que deixou de ser o Joaquinzinho, como era chamado pela mãe e pelo pai – também Joaquim. Do pai, comerciante, herdou o bom trato com as pessoas e o costume de atender bem.

Na universidade, aprendeu o ofício de engenheiro -- sua paixão por toda a vida e que exerceu até quando a saúde lhe permitiu. Recém-formado, tornou-se sócio de empresas e assim prosseguiu até fundar uma organização com o filho Henrique, que seguiu os passos do pai na profissão.

Além de Henrique, Joaquim e Evelcy tiveram duas filhas, Christiane e Larissa. Juntos, vivenciaram uma experiência familiar intensa, marcada pelas reuniões na churrasqueira da casa acolhedora no Jardim das Américas, em Curitiba. Na residência, que carrega a história da família, sempre havia alguma música tocando – as clássicas eram as favoritas do patriarca. Conversas sobre literatura também se faziam presentes nos encontros: o dono da casa era leitor assíduo de romances históricos e estimulou muito os filhos a gostarem de ler.

A relação de Joaquim com os netos ficou marcada pela atenção e cuidado que despendia aos menores. Levava os pequenos para atividades que iam de subir em árvores até plantá-las. Eles o consideravam um companheiro de aventuras. Apaixonado por crianças, inventava brincadeiras criativas que o tornaram um ícone para momentos de diversão.

Com o pai de sua esposa, fazendeiro no Mato Grosso do Sul, aprendeu a gostar da vida rural. Em certa altura de sua vida, Joaquim viveu de criar gado e plantar pinus. A fazenda se tornou um dos roteiros para outra de suas atividades favoritas: viajar com Evelcy. Juntos, o casal percorreu diversos lugares do Brasil e do mundo.

A história de amor de Evelcy e Joaquim se tornou um livro, escrito pelas palavras e mãos dele e compartilhado com toda a família. Em seus últimos dias de vida, Joaquim manteve a característica mais marcante de sua personalidade: estar sempre com um sorriso no rosto. Deixa esposa, 3 filhos e 4 netos.

Dia 14 de agosto, aos 67 anos, de pneumonia, em Curitiba.

Colaborou Cecília Tümler

Lista de falecimentos - 28/09/2015

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