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Lista de falecimentos - 17/09/2015

Sergio Luiz da Silva: as vitórias do competitivo Serjão

 | Arquivo da família
(Foto: Arquivo da família)

O curitibano Sergio Luiz da Silva tinha o espírito vencedor. Fosse trabalho ou diversão, o Serjão – como seus amigos o conheciam – entrava para vencer. Era um homem que não gostava de errar ou de perder. Profissionalmente, fez longa carreira dentro da RPC TV. Foram quase 30 anos dentro da empresa. Atuou em diferentes áreas na emissora. Conforme os equipamentos iam se modernizando, seu cargo também se transformava. A última função foi a de técnico de materiais. Antes da TV, atuou também em uma fábrica de placas.

Tinha o futebol com os amigos sua principal distração. Desde criança mostrava seus talentos com a bola nos pés. Mas foi com as mãos que se firmou nas “peladas”. Virou o goleiro oficial da “firma”. Em seu currículo, levantou muitos troféus e medalhas pelos times das empresas em que trabalhou. Enquanto estava na Borges Placas, quebrou a mão em uma das partidas. Continuou naquele jogo e também jogou a final com a mão imobilizada. Sem tomar nenhum gol na decisão, saiu como o herói daquele título.

As derrotas eram sempre ruins para ele. Sofria e reclamava muito, fosse como jogador ou torcedor. Encarava o esporte como uma “brincadeira séria”. O futebol era a preferência, mas qualquer outra modalidade prendia sua atenção. O time do coração era o Coritiba, mas gostava também do Corinthians.

Sergio também gostava de viajar. Desde jovem, o destino preferido era o litoral. Conheceu a esposa Terezinha em uma das idas para Ilha do Mel. Em seis meses, virou amigo, namorou e casou. Em 1982, dois anos depois do casamento, foi presenteado com a chegada da primeira filha, Soraya. Quatro anos mais tarde, nasceu o filho Reverson.

Também era amante da natureza. Nos fins de tarde em que estava de folga, sentava na porta de casa para observar o sol se pôr. Como morava em Piraquara, região metropolitana de Curitiba, conseguia ver o astro rei se despedindo entre os morros da região. Gostava muito de animais. Em casa, tinha seu “cachorrinho” de estimação: a pitbull Charlote, que cuidava do dono como se ele fosse o bem mais precioso. Ficava sentada ao seu lado, atenta a tudo. A companhia de Charlote só tinha um “problema”, toda vez que Sergio cochilava a cachorro latia para que ele ficasse acordado. Mas ele nem ligava para o “despertador”.

Era um homem tranquilo, não se alterava nunca com as pessoas. Esse jeitão sereno, fez com que fizesse muitas amizades. Gostava de receber todos em sua casa para um churrasco, mas não costumava visitar. Com os dois irmãos era a mesma coisa: recebia todos com o coração aberto, mas dificilmente fazia visitas.

A fé em Nossa Senhora do Perpétuo Socorro também foi marcante na vida de Serjão. Todas as quartas, participava da novena no santuário em frente ao Estádio Couto Pereira. Foi diagnosticado com um linfoma há 4 anos. Depois de oito ciclos de quimioterapia, a doença já não se manifestava mais. Mas há dois anos, recebeu novo diagnóstico. Passou novamente pelos tratamentos, mas não resistiu. Deixa a esposa, dois filhos, três netos, dois irmãos e sobrinhos.

Lista de falecimentos - 17/09/2015

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